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stereo (2K)
2005/12/30

Tops 2005 Bodyspace




Música & Mass Media


Na quarta-feira, dia 4 de Janeiro de 2006, às 18h30, no Pequeno Auditório da Culturgest, começará o ciclo de conferências dedicado ao tema Música & Mass Media, por Jorge Lima Barreto. As conferências, que versam os temas da música e da estética da comunicação, decorrerão todas as quartas-feiras até 25 de Janeiro. A entrada é gratuita (levantamento de senha de acesso 30 minutos antes do início de cada sessão) no limite dos lugares disponíveis.

Os meios de divulgação (mass media) da música alteraram substancialmente esta arte. A Imprensa promoveu a escrita e a análise musicais. A Rádio conduziu à dispersão de conteúdos estéticos. O Disco ficou como registo e canal de comunicação. O Cinema estabeleceu a funcionalização total da música. O Vídeo introduziu a velocidade e uma gramática própria. O Computador estabeleceu a informação e o arquivo. A combinação destes meios levou ao espectáculo multimedia e à interacção artística. Na abordagem destes temas, dá-se prevalência ao papel destes media como instrumentos musicais. Em cada conferência haverá exemplos de tipologias musicais variadas - notacional, discográfica, radiofónica, cinematográfica e multimedia, com recurso a audição de CD’s e a projecção de DVD’s. Em cada sessão disponibiliza-se ao público bibliografia, discografia, videografia, filmografia e documentação multimedia.

4/Janeiro: Disco
Como o disco conserva e reproduz; registo e edição. O disco-objecto, o disco como instrumento musical. Alguns discursos discográfico-musicais (ex: o hip-hop).

11/Janeiro: Rádio
A Rádio, com um forte pendor ideológico, fez surgir uma verdadeira estética radiofónica. Nalguns casos o próprio aparelho de rádio foi assumido como instrumento (ex: kurtzwellen de K. Stockhausen).

18/Janeiro: Cinema e Vídeo
Do cinema mudo, acompanhado por música, ao filme sonoro, desenvolveu-se uma estética metamusical sonoplástica de grande funcionalização (ex: Miles Davis para Fim-de-semana no ascensor). A TV e o vídeo, como o cinema, incorporaram a música como um seu elemento artístico, surgindo várias expressões da video music.

25/Janeiro: Multimedia
As Músicas automáticas, a Música electroacústica, A programação e a composição de Música assistida por computador. A Música e a poliarte (escultura sonora, instalação). A Música e a comunicação à distância (ex. Perfect Lives de Bob Ashley).

Discos Essenciais #4


Colectânea que reúne todos os temas gravados pelo mítico bluesman do Mississipi que, diz a lenda, numa encruzilhada vendeu a alma ao diabo. "Cross Road Blues", "Come On In My Kitchen", "Hellhound On My Trail", entre outros. Clássico blues absoluto.


Robert Johnson: "King of the Delta Blues Singers"
[Columbia, 1966]

Um Toque de Jazz, 2006


Estreado em 1993 na RDP/Antena 2, o programa «Um Toque de Jazz», apresentado e realizado por Manuel Jorge Veloso, foi nestes últimos anos o único programa de jazz com uma hora de duração numa rádio de cobertura nacional. Coincidindo com a estreia da nova grelha de programas da Antena 2 (no próximo dia 1 de Janeiro), «Um Toque de Jazz» entra no seu 13º ano consecutivo de emissões, passando a ter mais uma hora semanal e sendo transmitido aos sábados e domingos das 14.00 às 15.00. As emissões de sábado serão dedicadas à divulgação de novos discos mas abordarão também reedições especiais ou programas monotemáticos sobre músicos e correntes do jazz moderno. Aos domingos, «Um Toque de Jazz» apresentará exclusivamente registos discográficas realizados ao vivo, bem como concertos gravados no quadro do programa de intercâmbio Eurorádio ou pela própria RDP.

Destaques para Janeiro 2006

Para além do concerto «Higher Ground – Hurricane Relief Benefit Concert», realizado no Lincoln Center de Nova Iorque (17.09.05) em benefício das vítimas do furacão Katrina – e que será transmitido logo no primeiro domingo de 2006 –, o programa divulgará «One Down, One Up», a primeira edição autorizada das históricas actuações do quarteto de John Coltrane no clube Half Note de Nova Iorque em 1965 e evocará os lendários concertos produzidos no Carnegie Hall por John Hammond em Dezembro de 1938 e 1939. Quanto às novidades, as emissões de sábado passarão em revista os últimos discos portugueses editados em 2005.

Previsões para Fevereiro 2006

Em todas as emissões de sábado: revista das últimas novidades discográficas internacionais saídas em 2005. Aos domingos: concertos pelo quinteto nórdico dos saxofonistas Joel Pálsson (Islândia) e Fredrick Nordstrom (Suécia) no Festival de Jazz de Reykjavik (2003); o duo de Alan Broadbent e Gary Foster (EUA) em Brno (República Checa, 2004); o trio dos britânicos Evan Parker/Barry Guy/Paul Lytton no Festival Banlieues Bleues (Paris, 2005); a big band da BBC dirigida por Lennie Niehaus (EUA) no Festival de Jazz de Londres (2004).

Emissão online: RDP Antena2

2005/12/28

A Criatividade Não Tem Limites



Entrevista a Ernesto Rodrigues no bodyspace.

Sei Miguel @ LEFT


Nova formação em apresentação especial e possivelmente rara.
Estreia de Adriana Sá numa formação de Sei Miguel.


Sei Miguel Special Atmos Crew
Sei Miguel - trompete de bolso
Fala Mariam - trombone alto
Adriana Sá - cítara paulistana
César Burago - percussão
Manuel Mota - guitarra
Pedro Lourenço - baixo
Rafael Toral - echo-feedback

29 Dezembro (5ªfeira), 22:30

LEFT
Largo Vitorino Damásio 3F, a Santos
(mesmo em frente à entrada do novo parque de estacionamento)
Lisboa.

2005/12/26

Derek Bailey (1930-2005)



A época de festas é ensombrada com a notícia triste do falecimento de Derek Bailey. Genial guitarrista, inovador incontestável, foi uma figura essencial na história do free jazz e música improvisada europeia. Foi um dos músicos que mais ouvi durante 2005, repeti incansavelmente os discos "Ballads" (2000) e "Carpal Tunnel" (2005), para além de outros álbuns: "Topography of the Lungs" (1970), "Aida" (1980), "Mirakle" (com Jamaaladeen Tacuma e Calvin Weston, 2000), "Figuring" (duo com Barre Philips, 1988). Era um dos mais importantes músicos do nosso tempo e pessoalmente era dos meus músicos preferidos de sempre. Hoje é um dia triste. Que descanse em paz.

2005/12/24

Natal



I'm offering this simple phrase
to kids from one to ninety-two
although it's been said
many times, many ways
Merry Christmas to you.


2005/12/20

Concertos do Ano 2005


01 Alexander Von Schlippenbach / Evan Parker / Paul Lovens
Jazz Em Agosto, Gulbenkian, Lisboa (04-Ago)

02 Sonny Fortune / Rashied Ali
forUmusic, Fórum Lisboa, Lisboa (04-Set)

03 Mark Dresser / Denman Maroney / Michael Sarin
Jazz Em Agosto, Gulbenkian, Lisboa (11-Ago)

04 Bernardo Sassetti Trio2
Culturgest, Lisboa (04-Out)

05 Tetuzi Akyiama
Lisboa Bar, Lisboa (03-Out)

06 Esbjörn Svensson Trio
Casa da Música, Porto (15-Jul)

07 Von Freeman
Estoril Jazz, Parque Palmela, Cascais (01-Jul)

08 Globe Unity Orchestra
Jazz Em Agosto, Gulbenkian, Lisboa (03-Ago)

09 Erik Friedlander
Jazz Em Agosto, Gulbenkian, Lisboa (13-Ago)

10 Carlos Barretto “Lokomotiv”
Festa do Jazz, Teatro São Luiz, Lisboa (03-Abr)

11 Aki Takase
Serralves, Porto (16-Jul)

12 Don Byron’s Ivey-Divey Trio
forUmusic, Fórum Lisboa, Lisboa (03-Set)

13 Atomic
Jazz Em Agosto, Gulbenkian, Lisboa (05-Ago)

14 Roy Haynes
Estoril Jazz, Parque Palmela, Cascais (09-Jul)

15 Mephista
Jazz Em Agosto, Gulbenkian, Lisboa (13-Ago)

16 William Parker Violin Trio
Braga Jazz, Braga (11-Mar)

17 Sei Miguel All Stars
Lisboa Bar, Lisboa (24-Nov)

18 Kurt Rosenwinkel
Seixal Jazz, Seixal (22-Out)

19 Art Ensemble of Chicago
Guimarães Jazz, Centro Cultural Vila For, Guimarães (12-Nov)

20 Mingus Big Band
Serralves, Porto (04-Jun)

2005/12/18

Discos do Ano 2005



Discos do Ano 2005
01 Crimetime Orchestra - Life Is a Beautiful Monster (Jazzaway)

Discos do Ano 2005
02 Bernardo Sassetti - Ascent (Clean Feed)

Discos do Ano 2005
03 Flaherty/Corsano Duo - Last Eyes LP (Records 7)

Discos do Ano 2005
04 ROVA::Orkestrova - Electric Ascension (Atavistic)

Discos do Ano 2005
05 Derek Bailey – Carpal Tunnel (Tzadik)

Discos do Ano 2005
06 Esbjörn Svensson Trio - Viaticum (Act)

Discos do Ano 2005
07 Nels Cline, Wally Shoup & Chris Corsano - Immolation-Immersion (Strange Attractors)

Discos do Ano 2005
08 The Claudia Quintet – Semi-Formal (Cuneiform)

Discos do Ano 2005
09 Cato Salsa Experience & The Thing with Joe McPhee - Sounds Like a Sandwich (Smalltown Supersound)

Discos do Ano 2005
10 Carlos Bica - Single (Bor Land)

Discos do Ano 2005
11 Evan Parker Electro-Acoustic Ensemble - The Eleventh Hour (ECM)

Discos do Ano 2005
12 Dave Douglas & Nomad - Mountain Passages (Greenleaf)

Discos do Ano 2005
13 Polar Bear - Held On the Tips of Fingers (Babel)

Discos do Ano 2005
14 Shining - In the Kingdom of Kitsch You Will Be a Monster (Rune Grammofon)

Discos do Ano 2005
15 Jon Hassell - Maarifa Street: Magic Realism 2 (Label Bleu)

Discos do Ano 2005
16 Atomic - The Bikini Tapes (Jazzland)

Discos do Ano 2005
17 Mandarin Movie - Mandarin Movie (Aesthetics)

Discos do Ano 2005
18 Jaga Jazzist - What We Must (Ninja Tune)

Discos do Ano 2005
19 Keith Jarrett - Radiance (ECM)

Discos do Ano 2005
20 Marc Ribot - Spiritual Unity (Pi)

Discos do Ano 2005
21 Manu Katché - Neighbourhood (ECM)

Discos do Ano 2005
22 William Parker - Luc's Lantern (Thirsty Ear)

Discos do Ano 2005
23 The Thing - Live at Blå (Smalltown Supersound)

Discos do Ano 2005
24 Dave Holland Big Band - Overtime (Dare2)

Discos do Ano 2005
25 SFJAZZ Collective - SFJAZZ Collective (Nonesuch)

Discos do Ano 2005
26 Aki Takase, Alex Von Schlippenbach & DJ Illvibe - Lok 03 (Leo)

Discos do Ano 2005
27 David Binney - Bastion of Sanity (Criss Cross)

Discos do Ano 2005
28 The Bad Plus - Suspicious Activity (Sony)

Discos do Ano 2005
29 Toshinori Kondo - Fukyo (Tzadik)

Discos do Ano 2005
30 Wayne Shorter - Beyond the Sound Barrier (Verve)

2005/12/17

Concerto de Natal na Galiza




Creative Sources


Não é política desta casa promover lojas de música, mas desta vez, pela sua pertinência e relevância, parece-me importante transcrever um texto da newsletter da Ananana, sobre o actual momento da editora Creative Sources:

Se há coisa que mais distingue as novas práticas da improvisação das “mainstream”, sem ser a utilização do silêncio e o abandono da narratividade nas execuções instrumentais, é o facto de os seus protagonistas preferirem deixar-se levar pelo fluxo dos eventos sonoros em vez de os dirigirem – aliás, a preocupação da “velha” música improvisada com a conclusão das peças chega a ter dimensões algo neuróticas, dada a necessidade sentida de conduzir as situações a todo o custo, seja segundo o modelo estático herdado do free jazz coltraneano, no qual o fim é sempre implicado, ou segundo o padrão desenvolvimentista, cujas mudanças de direcção e de intensidade (as tão irritantes subidas e descidas) justificam o uso do termo “composição imediata” e que, parecendo deixar o final “para depois” no ziguezaguear ou no subir e descer das suas estruturações, não fazem mais do que o anunciar. Pois os chamados “reducionistas”, de que a portuguesa Creative Sources Recordings se tornou no principal porta-voz, não compõem, limitando-se a tocar o que ouvem e a ouvir o que tocam, de tal modo que o tocar é a extensão do acto de ouvir. Os mais recentes lançamentos da editora são exemplos muito concretos desta perspectiva a-linear da música, e se em muitos casos é mesmo de supor um alheamento relativamente a tudo aquilo que define a música enquanto tal, ainda que encarada apenas como “organização de sons” (quase total ausência de dinâmicas, inexistência de repetições, opção pelas parasitagens sonoras e pelo ruído, ou seja, pelos sons não-musicais), a musicalidade surge como uma citação e uma lembrança, na forma de um tom, um breve fragmento de melodia, um harmónico ou uma pulsação, a música remanescente no interior de uma invocação directa (porque não mediatizada musicalmente) do Som, chamada a intervir não para definir ainda estas práticas como coisa musical, mas precisamente para salientar por contraste esse outro estatuto. É assim que, em “Sputter”, Gino Robair trabalha com “superfícies energizadas” e com “voltagem tornada audível”, o que não é o mesmo que dizer “percussão” e “electrónica”, dedicando-se a trompetista Birgit Ulher a utilizar o seu instrumento como um simples tubo que amplifica um trabalho realizado com base no sopro, na morfologia da boca e na saliva. O falsamente intitulado “Duo...” de Cyril Epinat, Mathias Forge e Jérôme Bertholon, não só porque são três os executantes mas também porque se fazem sentir os espaços de gravação ao ar livre, na qualidade até de quarto elemento, acrescenta objectos vários a instrumentos convencionais como a guitarra e o trombone, tratados também eles como meros objectos produtores de som e não enquanto utensílios musicais com um léxico e uma história. Isto para além de o próprio registo áudio ser creditado como um meio criativo, com a ironia de tudo acontecer a um nível de volume quase imperceptível. Esta utilização alternativa dos instrumentos tem contornos particularmente deliciosos em “Savagnières”, no qual a espineta de Christoph Schiller contracena com o computador de Peter Baumgartner. Pesa na audição deste disco a circunstância de a espineta ser de origem medieval e o Powerbook o “canivete suíço” dos tempos modernos. A sua associação tem uma carga simbólica mais do que óbvia, mas o que se verifica é a desmontagem radical da mesma, com a espineta em processo de desidentificação e a informática a confinar-se apenas a um quarto das suas capacidades, pouco mais do que a articulação de sinusoidais. Não é outra coisa o que faz Tisha Mukarji, tal como está documentado em “D Is For Din”. A harpa de um piano vertical (sem o piano) serve-lhe para um labor de manipulação das cordas em que a produção de “feedbacks” é recorrente, parecendo que há a intervenção de algum processador quando tal não se verifica. Doug Theriault e Bryan Eubanks esses sim, movimentam-se no domínio electrónico, mas não com verdadeiros instrumentos. Em “Big Clouds in the Sky Today”, talvez o mais “noisy” dos álbuns da Creative Sources, o primeiro fica-se por um enigmático “sensor guitar controlling” e por alguns “gadgets” e o outro intervém com o que descreve somente como “circuitos abertos”. Estamos em pleno domínio da “bricolage”. É um iPod (um gravador, para todos os efeitos), ligado a “delays” e pouco mais, o que serve Gunter Muller na sua associação com Jason Kahn (“laptop”) e Christian Wolfarth (pequenas percussões) em “Drumming”. E se o título parece sugerir ritmos, métricas e tambores, nada de mais enganoso: a percussividade desta “música” é uma crepitação apenas, um batuque em microscopia. Com um registo “noise” também, embora convidando à introspecção e não à descarga de adrenalina, “Diafon”, dos portugueses Alfredo Costa Monteiro e Ernesto Rodrigues com Barry Weisblat, é um trabalho de resíduos e sedimentos. O que ouvimos são os “pick-ups” ligados ao violino de Rodrigues e ao gira-discos de Monteiro, mais até do que o próprio violino e o gira-discos, com os “devices” electrónicos de Weisblat a cimentarem as erupções sonoras numa parede que, de qualquer modo, ameaça ruína. Um punhado de discos indispensável para quem quer conhecer os novos caminhos da electroacústica feita em tempo real.

ER + IMI


Ernesto Rodrigues, Manuel Mota, Alipio Carvalho, Elsa Vanderweyer & Guilherme Rodrigues @ Trem Azul Jazz Store, 16/12/2005.

Ontem foi dia para a comunidade "improv" nacional mostrar a sua vitalidade. A loja Trem Azul recebeu um quinteto liderado por Ernesto Rodrigues, que para além dos habituais acompanhantes Guilherme Rodrigues e Manuel Mota, incluiu dois elementos roubados ao grupo jazz IMI Kollektief: Alípio Neto e Elsa Vanderweyer. Ao contrário do que é habitual nas formações de Rodrigues, desta vez as propostas de aproximação ao silêncio foram abandonadas, em vez disso o grupo deu uma sessão de música free potentíssima. O princípio de noite de sexta-feira observou um espectáculo de música livre intensa, onde os sopros (Alípio no tenor, Guilherme no trompete de bolso) foram determinantes.

2005/12/14

Concertos Trem Azul, Dezembro


Próximos concertos na Trem Azul:

Sexta-feira, 16/DEZ
Ernesto Rodrigues _ violino, viola
Manuel Mota_guitarra
Alipio Carvalho_saxofone
Elsa Vanderweyer_vibrafone
Sei Miguel_ trompete
Guilherme Rodrigues_ violoncelo

Segunda-feira, 19/DEZ
Elsa Vanderweyer_vibrafone (solo)
+
Rui Gonçalves_bateria
Alipio Cravalho_saxofone
Elsa Vanderweyer_vibrafone

Sempre às 19h30 / 2€

Trem Azul Jazz Store
Rua do Alecrim 21A
Lisboa

Discos Essenciais #3


Dex no seu melhor: "Cheese cake", "Love for Sale", "Three O'Clock In the Morning" e a melhor balada de todo o sempre, "I guess I'll hang my tears out to dry" (bela de ir às lágrimas).


Dexter Gordon: "Go"
[Blue Note, 1962]

Sassetti




Entrevista a Bernardo Sassetti, por André Gomes, no bodyspace.

DOPO


A Test Tube, netlabel com um trabalho ímpar na divulgação de experimentalismos sonoros diversos, acaba de apresentar um dos seus mais belos lançamentos de sempre. DOPO é uma sugestão enviesada de rock estratosférico, sussuro alienígena, mantra indiano, oração mal ensaiada, crianças a brincar no jardim, chá verde e bolachinhas de chocolate à meia-noite. DOPO é amor.


DOPO: "Last Blues, To Be Read Someday"
[Test Tube, 2005]

Donwload completo aqui.

2005/12/12

Discos Essenciais #2


Disco essencial número dois, novamente um clássico: "Now He Sings, Now He Sobs". O piano maravilhoso de Chick Corea, na companhia soberba de Miroslav Vitous (baixo) e Roy Haynes (bateria), produziu no ano de 1968 um Blue Note obrigatório.


Chick Corea: "Now He Sings, Now He Sobs"
[Blue Note, 1968]

Rafael Toral


O site RT está mais funcional, tem uma página nova com excertos mp3 e a discografia completa com capas dos discos.

www.rafaeltoral.net

Footprints Live!



Wayne Shorter: "Footprints Live"
[Verve, 2002]

Sobre este disco recomenda-se a leitura do texto Wayne's World. E, de caminho, atenção para o blog Canal Auditivo da autoria de Miguel Marques, ex-bodyspace.

2005/12/11

Blues e Danças no Coração da Musa Lusa


- Concerto de Ptah Brown no Festival de Blues de Viana do Castelo;
- Disco "In the Heart of the Moon" de Ali Farka Touré & Toumani Diabaté;
- Disco "Lost Prayers and Motionless Dances" de James Blackshaw;
- Livro "Musa Lusa" de Jorge Lima Barreto


No bodyspace.

2005/12/10

Novo Site de Sei Miguel



"Portuguese New Music's best kept secret."
Dan Warburton, The Wire, 2005

Novo site.

2005/12/09

Discos Essenciais #1


Começa hoje uma nova rúbrica neste blog. A partir de agora vão ser indicados periodicamente alguns discos que, a par serem de favoritos pessoais, têm indiscutível relevância histórica. Começamos com o padrinho d'A Forma do Jazz, o magnífico senhor Ornette.


Ornette Coleman: "The Shape Of Jazz to Come"
[Atlantic, 1959]

2005/12/08

The Blues


Alegremo-nos, começa hoje a transmissão da elogiada série "The Blues", documentário produzido por Martin Scorcese para a comemoração do Centenário dos Blues. O primeiro episódio, "Feels like going home", é transmitido mais logo, às 23h30, na RTP2. Isto sim, é serviço público.



2005/12/07

Simply Blues


6º Festival de Blues de Viana do Castelo

Dia 7 – RAY GUITAR & THE BLUES GAMBLERS – Andrea “Rocco Jr.” na bateria, Guitar Ray (Enrico “red eyes” Carpaneto na guitarra e voz, Costanzo nas teclas e “Roy” Gabriel Dellapiane no baixo.

» Dia 8 – ÁLEX “A” & TNT - Alex “A” Alvarez , guitarra e voz principal, Javier Mas guitarra e voz, Fernando Tejero piano e orgão hammond b3, Steve D´Swardt baixo eléctrico e contrabaixo, Julian Vaughn bateria

» Dia 9 – JOHN LEE HOOKER Jr. - John Lee Hooker Jr. voz , Craig Robinson baixo, Jeff Horan guitarra , Michael Robinson teclados, Michael Rogers bateria

» Dia 10 – PTAH BROWN & LELLO PANICO BLUES BAND - Ptah Brown voz principal, Lello Panico guitarra e voz, Enrico Solazzo piano e orgão, Timothy Fritz baixo e voz, Cristiano Micalizzi bateria.

Local: Teatro Municipal Sá de Miranda, às 22.00 H
No final de cada espectáculo haverá uma Jam Session no Café Teatro
Org.: Câmara Municipal de Viana do Castelo.
Reserva de Bilhetes através do Tel. 258809382.

2005/12/06

Life Is A Beautiful Monster


Jazz norueguês de primeira apanha - fusão estimulante de jazz avançado, dinâmica conjunta e livre improvisação. Agora que o ano está a acabar, pode dizer-se que é um dos discos favoritos deste 2005.


Crimetime Orchestra: "Life Is A Beautiful Monster"
[Jazzaway, 2005]

Sei Miguel Sexteto + Carlos Martins


Numa colaboração surpreendente, o trompetista Sei Miguel apresentou na loja Trem Azul o seu Sexteto acompanhado pelo saxofonista Carlos Martins. Martins é um nome maior no jazz nacional, de filiação clássica, e é com satisfação que se assiste a esta saudável abertura de espírito (tal aconteceu com a presença de João Moreira no grupo Lisbon Improvisation Players de Rodrigo Amado). A formação que acompanhou Sei Miguel foram os All Stars, os mesmos que se apresentaram no Lisboa Bar nos passados dias 17 e 24 de Novembro, pelo que a música do grupo acabou por não se afastar muito desses concertos. O discurso fragmentado de Miguel, composto de frases curtas e brilhantes, dá espaço para as atmosferas dissonantes que a guitarra de Manuel Mota elabora e às quais Pedro Lourenço acrescenta efeitos suplementares com o baixo eléctrico. A intervenção circunspecta de Burago é sempre marcante e Toral, no oscilador de eléctrodos, trabalha uma linha de ruído interrompido, por vezes pouco manifesto mas elementar. Fala Mariam utiliza o trombone para responder ao fraseado do trompete de bolso e Carlos Martins, que se mostrou inesperadamente à vontade e enquadrado no ambiente do grupo, participou com dinâmica no som retalhado dos sopros, completando a trindade (trompete de bolso/trombone alto/saxofone tenor). Foi um bom espectáculo de coordenação colectiva, embora sem alcançar o nível de alguns momentos recentes no Lisboa bar. Fica o desejo de ver Carlos Martins repetir a "aventura" e a curiosidade em assistir às próximas programações da Trem Azul.

Manuel Mota




Inserido no festival Atlantic Waves, iniciativa da Gulbenkian para divulgação da música portuguesa em Londres, Manuel Mota apresentou no Spitz um espectáculo fantástico. Conta António Pires, do Blitz: "(…) Uma surpresa absoluta: Manuel Mota (guitarra eléctrica), Okkyung Lee (violoncelo), Chris Corsano (bateria) e Toshio Kajiwara (pedais e gira discos) deram um concerto fabuloso que visitou as fronteiras mais extremas do noise, do metal, do free-jazz, do dodecafonismo. É um concerto violento, bruto, intenso, onde se adivinham blues sujos, sangrentos e primais, onde se ouvem aqui e ali Napalm Death, Naked City, Merzbow, ou um jazz espacial em ácidos." Não há como não ficar curioso depois desta descrição, esperemos que a gravação deste concerto seja disponibilizada em breve.

2005/12/05

Sei Miguel @ Trem Azul




SEI MIGUEL (SEXTETO) + CARLOS MARTINS
Sei Miguel _ trompete de bolso
Fala Mariam_trombone
Rafael Toral_oscilador
Manuel Mota_guitarra
César Burago_percussão
Pedro Lourenço_baixo
+ Carlos Martins_saxofone

06 DEZ 05 / 19:30 / 2€
Trem Azul Jazz Store
Rua do Alecrim 21 A, Lisboa


Workshop Jazz no Inverno 2005




Realização: 15 a 18 de Dezembro
Locais:
Associação Filarmónica de Faro
Rua Teófilo Braga, 30 – Faro – tel: 289-807050
Associação Grémio das Músicas
Rua Gonçalo Barreto, 2 – Faro – tel: 289-812576
Horário: das 15:00 às 18:00 e das 21:00 às 23:00

Corpo Docente: Pedro Moreira / Afonso Pais / Bernardo Moreira / Bruno Pedroso

ASSOCIAÇÃO GRÉMIO DAS MÚSICAS
Telefones (das 14:00 às 18:00):
Fixo: 289 812 576
Fax: 289 812 576
TM: 963 947 846
ideamusic@mail.telepac.pt

Variable Geometry Orchestra @ ZdB



Aqui.


2005/12/03

Don't Believe the Hype!


Compilação artesanal que reúne alguns clássicos hip-hop, de 1979 a 1993.
Espero que gostem.


01 Sugarhill Gang - Rapper's Delight
02 Fatback Band - King Tim III
03 Kurtis Blow - The Breaks
04 Afrika Bambaataa - Planet Rock
05 Grandmaster Flash - The Message
06 The Fat Boys - Human Beat Box
07 Doug E Fresh & The Get Fresh Crew - The Show
08 Kool Moe Dee - Wild Wild West
09 Public Enemy - Don't Believe the Hype
10 N.W.A - Gangsta Gangsta
11 Big Daddy Kane & Kool G Rap - Raw
12 De La Soul - Me, Myself and I
13 Beastie Boys - Hey Ladies
14 A Tribe Called Quest - Can I Kick It?
15 Wu-Tang Clan - C.R.E.A.M
16 Cypress Hill - Insane In the Brain
17 Snoop Doggy Dogg - Who Am I (What's My Name)?


Download aqui.

2005/12/02

Lok 03


Tudo em família: Alexander Von Schlippenbach (o marido), Aki Takase (a esposa) e DJ Illvibe (o filho). Free jazz à conversa com electrónica numa viagem virtual pelo mundo. Uma das ousadias mais frescas e curiosas do ano.


Aki Takase, Alex Von Schlippenbach & DJ Illvibe: "Lok 03"
[Leo, 2005]

VGO


Ernesto Rodrigues - violino, viola, direcção de orquestra
Pedro Costa - violino
Guilherme Rodrigues - violoncelo
Hernâni Faustino - contrabaixo
Sei Miguel - trompete
Marco Franco - saxofone soprano
Nuno Torres - saxofone alto
Helena Ornelas - saxofone tenor
Rui Horta Santos - saxofone tenor
Bruno Parrinha - clarinete, clarinete alto
Manuel Mota - guitarra eléctrica
Ivan Cabral - didgeridoo
Carlos Santos - electrónica
João Silva - gravações de campo, caixa de ruído
Plan - gira-discos
Jorge Trindade - fita magnética
Miguel Martins - vibrafone
César Burago - percussão
José Oliveira - bateria, guitarra acústica

Variable Geometry Orchestra
Galeria Zé dos Bois, sábado 3 de Dezembro às 23H, 5€

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