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Marion Brown Quartet
Edição da ESP-Disk, a mítica editora que deu ao mundo monumentos do free-jazz como "Spiritual Unity" de Ayler,
"Marion Brown Quartet" é uma gravação marcante de 1965. Marion Brown (no saxofone alto) tem a companhia de um quarteto móvel: Alan Shorter (trompete, faixas 1 e 2), Bennie Maupin (saxofone tenor, 3), Reggie Johnson (contrabaixo, 2 e 3), Ronnie Boykins (contrabaixo, 1) e Rashied Ali (bateria e percussão). Som estridente e vigoroso, fiel à libertação que se anunciava (e acontecia) por meados da década de sessenta.
Marion Brown: "Marion Brown Quartet"[ESP-Disk, 1965]
LastFM/Audioscrobbler
O
LastFM/Audioscrobbler é serviço gratuito que apresenta estatísticas da música que escutamos no dia-a-dia, funcionando por intermédio de um
plugin instalado no leitor de música do computador (Winamp, Media Player, iTunes, etc). Como nesta análise não são obviamente contabilizados outros meios de escuta (cd's, leitores mp3's, etc), esta é uma amostragem profundamente superficial e incompleta - mas, há que confessar, é sempre giro espreitar os resultados. E agora, quem queira, que se junte ao novo grupo
A Forma do Jazz.
Festa Mondo Bizarre!

A MONDO BIZARRE celebra o seu 6º aniversário na Quarta-Feira dia 30 DE NOVEMBRO (véspera de Feriado), com uma festa de arromba em Lisboa, no LISBOA BAR (Rua da Trindade, 7, ao Largo do Carmo, Bairro Alto, Lisboa). A festa é abrilhantada por DJ SHIMMY (no bar), um americano residente em Portugal que faz sets exclusivamente com singles em vinil, e que passará clássicos soul, garage e rock’n’roll capazes de fazer dançar o mais empedernido, e por DJ DISCO VOLANTE (no club) que nos guiará pelos muitos e rodopiantes caminhos do pós-punk e pelas mil matizes das sonoridades alternativas. A festa começa às 23h00, prolonga-se até às 04h00 e a entrada é livre.
The Wire, Dec 05

Capa com Lightning Bolt. Destaques: Ray Russell, Ken Hyder, Vashti Bunyan. Críticas a discos de Alfredo Costa Monteiro, Tetuzi Akyiama, Von Schlippenbach, John Coltrane, Enrico Rava, Boris/Merzbow, Parker/Gillespie, entre outros. Oferta do cd "The Wire Tapper #14".
Belzebu
Reportagem do concerto de Telectu na Zé dos Bois,
aqui.
3 Pianos @ CCB
Mário Laginha / Pedro Burmester / Bernardo Sassetti
Centro Cultural de Belém, 25 de Novembro, 21h00
CONCERTO ESGOTADO.
Quando três dos melhores pianistas portugueses da actualidade se juntam para um concerto presume-se que o resultado será, no mínimo, interessante. E quando esses três pianistas, além dos melhores, são também amigos de longa data, as expectativas aumentam e auguram-se boas surpresas. Mário Laginha, Pedro Burmester e Bernardo Sassetti, trinta dedos, seis mãos para três pianos é a proposta que a Incubadora d'Artes e a Ldi apresentam já no próximo dia 25 de Novembro no grande auditório do CCB, às 21.30h. Da música clássica, que formou os três, aos sons mais livres do jazz sempre presentes nas carreiras de Laginha e de Sassetti, será sobretudo a cumplicidade e o prazer de tocar em conjunto a tomar conta do palco.
Mário Laginha constitui, porventura o elemento unificador neste espectáculo, se tivermos em conta o seu trabalho em duo quer com Burmester, quer com Sassetti, já bem conhecido do público. O encontro entre Laginha e Burmester deu-se no início da década de 90, com a formação de um duo que interpretava obras de compositores de finais do século XIX e século XX, tais como Maurice Ravel, Samuel Barber, Francis Poulenc, Aaron Coupland, Darius Milhaud, entre outros. Em 1994 surgiu o disco “Duetos”, gravado ao vivo precisamente no Centro Cultural de Belém em três concertos decorridos em Dezembro do ano anterior. Este duo mantém-se até hoje, embora com apresentações mais esporádicas. Alguns anos mais tarde, concretamente em 1999, durante o Festival “Jazz em Agosto”, Mário Laginha e Bernardo Sassetti abriam o Grande Auditório da Gulbenkian aos caminhos do jazz (na verdade, as más condições climatéricas impediram a realização do concerto no habitual anfiteatro ao ar livre, reservado para o Festival), estreando um projecto que viria a ganhar contornos mais sólidos. Desde então, gravaram já dois discos: “Mário Laginha e Bernardo Sassetti”, em 2003 e “Seis Canções para Dois Pianos”, integrado numa edição comemorativa dos 30 anos do 25 de Abril intitulada “Grândolas”, em 2004.
De que forma universos tão distintos, mas de raízes tão próximas, vão cruzar-se no palco do CCB? O que podemos esperar desta experiência invulgar que, ao invés de realçar as diferenças entre os géneros, procura fundi-los, amalgamá-los, despi-los dos seus sons mais usuais? É clássico? É jazz? É tudo isso junto? Não é? Seja o que for, será, certamente, único!
Telectu @ ZdB
Duo constituído por Vítor Rua e Jorge Lima Barreto, os Telectu possuem uma carreira que percorre mais de duas décadas de experimentação, exploração e pensamento aberto em música livre. Num corpo de trabalho de alta importância, particularmente no panorama nacional, intersectam-se com tangentes da designada música contemporânea, improvisação de travo continental e trabalho electroacústico. Para além de uma extensíssima carreira dentro e fora do som, os Telectu possuem também um longo currículo pluridisciplinar, trabalhando nas mais diversas áreas e plataformas artísticas.
Telectu ao vivo na Galeria Zé dos Bois
Sexta-feira, 25 Novembro às 23h00.
Sky Piece
Thomas Chapin / Mario Pavone / Michael Sarin
Thomas Chapin Trio: "Sky Piece"[Knitting Factory, 1998]
Não Te Exaltes, Isaltina!
Notas sobre o concerto de José Medeiros no Onda Jazz no
bodyspace.
Zeca Medeiros Ao Vivo!
É uma oportunidade raríssima para ver o grande cantor açoriano ao vivo numa sala lisboeta! É já esta terça-feira, dia 22, que José Medeiros apresenta o belíssimo disco "Torna-Viagem" ao vivo, no bar Onda Jazz (sito em Alfama). Imperdível, para quem verdadeiramente aprecie música portuguesa.

Fukyo
Toshinori Kondo é um trompetista japonês, nome fundamental das últimas décadas na área da experimentação. Com uma sólida carreira, onde se incluem participações no quarteto "Die Like a Dog" (ao lado de Peter Brötzmann, William Parker e Hamid Drake) ou no disco "Aida's Call" de Kaoru Abe (abaixo referenciado), Kondo edita agora pela editora de John Zorn um disco onde manipula trompete e efeitos, apresentando um resultado final muito interessante - referir a experimentação colectiva do trio Cappozo/Robertson/Dörner, apresentada no Jazz Em Agosto 2005, não é despropositado. O som do trompete é retalhado e transformado para criar algo novo: labiríntico e em permanente interrogação. Porque nem sempre há verdades definitivas.
Toshinori Kondo: "Fukyo"[Tzadik, 2005]
A New Kind of Blue
A New Kind Of Blue é um programa semanal na RIIST, sobre o universo que rodeia o Jazz. Os temas surgem longos e a conversa é feita em múrmurios, breve e precisa, ou apaixonada e confusa, como as melodias que se ouvem. Seja um tema recente de Carlos Barreto, ou das terras frias dos Jaga Jazist, seja um tema mais funky de Herbie Hancock, ou Dizzie Gillespie, para divulgar ou entrevistar A New Kind Of Blue é uma experiência de aprendizagem tanto para o ouvinte como para o locutor. Um programa algo diferente do comum, sem playlists préviamente garantidas ou programas estruturados tudo surge como um improviso em 3 por 4.Programa da autoria de Pedro Lopes, quartas às 19h00 e domingos às 12h00 (repeticão) na
RIIST.
Largo
E para descansar da turbulência de sons improvisados dos últimos dias é tempo de regressar a águas calmas. O pianista Brad Mehldau é sempre bem-vindo e o disco "Largo" é o pretexto. E é um óptimo pretexto, uma vez que este álbum está cheio de música sedutora - entre originais e covers (Radiohead, Beatles, Jobim) - numa viagem tranquila guiada pela inspiração de Mehldau. (Obrigado, miúda!)
Brad Mehldau: "Largo"[Warner, 2002]
Tora Tora Big Band
TORA TORA BIG BANDHOJE, SÁBADO 19/NOV, 23H, GALERIA ZÉ DOS BOIS.
São doze músicos, de várias nacionalidades, que se juntaram numa big band, sobretudo para darem a volta às tradições e devolverem a música à dança. São os Tora Tora Big Band, que têm praticamente pronto o disco de estreia e que vão estar na Zé dos Bois. Os Tora Tora são 12 músicos que tocam música para dançar; uma ideia que tem vindo progressivamente a desapareçer na música das muitas Big Bands e, de certa forma, numa boa parte dos estilos modernos. Na verdade, nos dias de hoje, a maior parte destas formações concentram-se sobretudo em fazer música tradicional, copiando estilos esgotados e plenamente difundidos. Por isso mesmo, os Tora Tora escolheram um outro caminho. Sobretudo nos arranjos, podem ouvir-se estilos que hoje são possíveis dançar, ligando esta sonoridade ao Jazz, à Música Popular e à Música do Mundo - com particular ênfase nos ritmos africanos. Tudo começa em 2000, quando o trompetista, arranjador e compositor alemão Johannes Krieger decide estabelecer-se em Portugal e passar a viver exclusivamente da música. Nessa altura junta-se a Lars, um outro músico que também escolhe Lisboa como destino, depois de concluir os seus estudos musicais na Holanda. Trabalham juntos numa banda de animação, a "Orquestrinha da Pena". Dessas experiências, surge então a ideia de formar uma Big Band para tocar música para dançar. No período de convites a outros músicos, "descobrem" o talento do baixista dos Terrakota, o italiano Francesco Valente. Um pouco mais tarde, entra o Hugo Menezes, percussionista dos Cool Hipnoise e, no acaso de uma substituição num concerto, convidam também "Júnior", cantor, percussionista, guitarrista nos Terrakota. Composta a secção rítmica, faltava então procurar os melhores sopros. Depois de algumas mudanças de formação na secção de sopros da banda, chega-se finalmente a um naipe excelente: Primeiro, com o dinamarquês Claus Nymark, que assume o trombone e muito do estilo jazz da banda. Logo de seguida, a partir dos contactos de Claus, o grupo chega ao trompetista brasileiro Miguel Gonçalves, que com a sua técnica brilhante - nomeadamente no registo agudo - responsável por elevar a ambição e as perspectivas desta formação. E assim foi-se compondo o colectivo Tora Tora, que conta também com Peter Wetherill, trombonista americano, que chega a Portugal na mesma altura que Lars; o brasileiro Guto Lucena, um excelente executante de todos os saxofones e também um bom flautista; e finalmente o austríaco Timo Alexander - um grande talento no saxofone tenor e clarinete baixo, que cumpre como ninguém a função de enriquecimento de todo o naipe de sopros.Info:
http://attambur.comZdB - Galeria Zé dos Bois
Rua da Barroca 59
Bairro Alto
Lisboa
T 213430205
Entrada: 6€
Kaoru Abe
Partindo de um artigo da revista Wire (“The birth of Japanese free music”, #261) encetei a tarefa de descobrir alguns nomes importantes da cena free jazz / música improvisada do país do sol nascente. Entre vários músicos encontrados, destaca-se o lendário saxofonista Kaoru Abe (1949-1978), que se notabilizou pela entrega que punha em cada performance (para além de uma vida de excessos que terminou abruptamente). Sobre Abe, escreveu Eugene Chadbourne:
To some listeners, this avant-garde Japanese player from the '70s wins the sweepstakes for the most abrasive saxophone sound in history, an important competition indeed in this genre. With some saxophonists claiming their tone can remove coats of varnish from antiques, cook a 20-pound goose in one hour, or even wound a small rodent at 200 feet, there is no denying the impact of Kaoru Abe on alto sax... [
AMG]. Por aqui, em audição nos últimos dias tem andando o disco "Aida’s Call". Esta é uma gravação de 1978, ao vivo, em que Abe tem a companhia do génio da guitarra livre Derek Bailey, do compatriota Toshinori Kondo no trompete e do contrabaixista Motoharu Yoshizawa. Este quarteto invulgar faz música improvisada espinhosa mas plena de intensidade e quase sempre em rotação acelerada.
Kaoru Abe, Derek Bailey, Toshinori Kondo & Motoharu Yoshizawa: "Aida’s Call" [Starlight Furniture, 1978]
Sexteto de Cordas
E para os interessados em música experimental portuguesa, amanhã (5ª feira, dia 17) a Trem Azul Jazz Store recebe um concerto pelo Sexteto de Cordas liderado por Ernesto Rodrigues:
Manuel Mota_guitarra
Ernesto Rodrigues_viola
P. Costa_violino
H. Faustino_contrabaixo
Eduardo Raum_Harpa
Guilherme Rodrigues_violoncelo
19h30 | 2euros
Experimental Portuguesa
Nestes dias enquanto decorre o workshop História da Música Experimental Portuguesa, dirigido pelo Rui Eduardo Paes, ouve-se um conjunto de discos representativos desta música marginal da autoria de alguns dos mais destacados músicos nacionais: Telectu, Sei Miguel, Carlos Zíngaro, Manuel Mota.
Telectu: "Theremin Tao"[SPH, 1993]
Sei Miguel: "Showtime"[Fábrica de Sons, 1996]
Carlos Zíngaro: "Release from Tension"[Audeo, 1997]
Manuel Mota: "For Your Protection Why Don’t You Just Paint Yourself Real Good Like An Indian"[Headlights, 2000]
Tales of Captain Black
James "Blood" Ulmer: "Tales of Captain Black"[DIW, 1978]
No disco de estreia do feroz guitarrista James "Blood" Ulmer, este faz-se acompanhar num quarteto de luxo: Ornette Coleman - o génio - faz companhia ao saxofone alto, o baixo eléctrico fica a cargo de Jamaaladeen Tacuma e a bateria sobra para Denardo Coleman. As noções harmolódicas, tal como definidas por Ornette, predominam, mas a voz electrificada de Blood Ulmer faz-se sentir com muita intensidade. À marca ornettiana é impossível de escapar, mas Ulmer faz valer a sua personalidade toda para gerar um disco obrigatório. Tanto em 1978 como em 2005.
Outfest

A guarda avançada do free-rock nacional vai ao Barreiro: CAVEIRA, Frango, Fush & Sheep, Lemur, entre outros. Até 4 de Dezembro, a não perder.
Art Ensemble de Guimarães
Este passado fim-de-semana ofereceu-nos três eventos musicais obrigatórios em simultâneo: o génal
Karlheinz Stockhausen na Gulbenkian, o neo-hippie
Devendra Banhart na Aula Magna e o histórico
Art Ensemble of Chicago no Guimarães Jazz. Como não tenho o dom da omnipresença, optei pelos históricos de Chicago e aproveitei para conhecer o novo Centro Cultural Vila Flor. O resumo da aventura está
aqui.
Guimarães 2005

Começa depois de amanhã aquele que será, talvez, o melhor dos festivais de jazz "regionais". Prosseguindo a tradição de trazer nomes obrigatórios, a edição que amanhã começa apresenta como ponto alto o imperdível concerto dos fundamentais Art Ensemble of Chicago (sábado, dia 12). Para além dos revolucionários de Chicago, o festival traz ainda outros nomes altamente recomendáveis, entre os quais se destacam Bob Brookmeyer, Jason Moran, Dave Liebman ou Maria Schneider. Programa completo
aqui.
O Braço Bor Land
Atenção ao destaque do
bodyspace ao 5º aniversário de actividades da editora Bor Land.

Nobodysbiznessear Por Aí...
"Amigos, companheiros, camaradas
A
Nobody's Bizness vai laurear a pevide e aterra no
Santíssimo Bar, no Chiado, já esta
sexta feira, dia 11 de Novembro, pelas 23h 27m, tudo para fazer a vontade aos proletários de entre vós que se queixam das nossas quintas-feiras.
Somos uns porreiros, queremos dar a toda a gente uma noite de sono descansada e sabemos que não há relaxante melhor que uma garrafa de aguardente, uma semana de férias e um concerto da banda mais calmante deste lado da farmácia. Vamos armados com a nossa melhor valeriana, oriunda dos mais profundos vasos do Bairro Alto e do Mississipi, com certificação biológica e adequada para vegans, vegetarianos e até para aqueles senhores que só comem frutos se caírem das árvores.
Assim, e porque no dia seguinte é sábado e toda a gente pode dormir até mais tarde, contamos convosco para fazer uma revolução a sério, sem queimar carros nem caixotes, até altas horas da madrugada. E tudo isto sem perder uma única hora de sono. Gostaríamos de apresentar-vos novamente a banda mas por enquanto, está tudo a dormir. Sexta feira trataremos de compensar a lacuna, 23h27, no Santíssimo Bar. Pijamas não obrigatórios, almofadas de borla, cervejinha nem por isso."
Restaurante Sacramento do Chiado
Calçada do Sacramento, nº 40 ao 46
Baixa - Chiado - Lisboa
Telefone: 21 342 05 72 | FAX: 21 342 05 67
Email: geral@sacramentodochiado.com
Web:
www.sacramentodochiado.com
Party!
Grande festa na comemoração do 1º aniversário da
Trem Azul Jazz Store. Muita gente, alguns amigos e até (pasme-se!) câmaras de televisão! E muita música, claro. O IMI Kollektief mostrou o seu som aberto, liderado pelo saxofone de Alipio Carvalho e pelo trompete de Jean Marc Charmier, uma formação na qual a presença do vibrafone de Elsa Vandeweyer dá mais cor. Não se perde tempo entre os refrões e a improvisação, é música directa e extremamente estimulante. O Michaël Attias trio revelou a sua sonoridade mais elaborada, assente nas curvas do sax de Attias, destacando-se a expressividade da bateria de Takeaki Toriyama. A festa acabou em grande, com uma versão de "Gazzeloni" (Eric Dolphy) tocada pelo trio com a participação de Rodrigo Amado e da vibrafonista Elsa Vandeweyer. Parabéns ao Trem Azul e até para o ano!
Novembro @ Catacumbas
E por falar no bar mais cool do Bairro Alto, aqui fica a programação de Novembro. Ficais desde já a saber que é obrigatório beber um copo nas noites de 5a feira.
10/Nov
TRIOING
Miguel Martins-Guitarra
Francesco-Contrabaixo
David Rodrigues-Bateria
17/Nov
NOBODY'S BIZNESS
Petra-Voz
CatMan-Voz,harmónica
Luis Ferreira-Guitarra
Pedro Ferreira-Guitarra
Luis Oliveira-Baixo
24/Nov
MIGUEL COSTA + CHICO XAVIER
Miguel Costa-Voz
Chico Xavier-Guitarra
Todas as 2ª Feiras
OPEN JAM SESSION com trio de Paulo Lopes
CATACUMBAS JAZZ BAR
Trav. Água da Flor, 43
Lisboa
Tel.213463969
Aniversário Trem Azul

Festa de Aniversário da loja Trem Azul
Dia 7 de Novembro, 19h30
Michaël Attias trioMichaël Attias_ saxofone alto
Sean Conly_ contrabaixo
Takeaki Toriyama_ bateria
IMI kollektief Elsa Vandeweyer_Vibrafone
Jean Marc Charmier_trompete, tuba, acordeão
Alipio Carvalho_saxofones
Rui Gonçalves_bateria
João Hasselberg_contrabaixo
E ainda:
Jam session
Comes e Bebes
10% desconto (excepto campanhas em vigor)
Atribuição dos Prémios da Pandega
Entrada Livre
Sax Appeal
A partir de dia 8 de Novembro estará patente no bar mais cool de Lisboa e arredores, o Catacumbas Jazz Bar, uma exposição de fotografia denominada "Sax Appeal", da autoria de Carlos Carvalho. Jazz, blues, bebidas alcoólicas e imagens bonitas, o que se pode querer mais?

Like a Sandwich
Cato Salsa Experience & The Thing c/ Joe McPhee: "Sounds Like a Sandwich"[Smalltown Supersound, 2005]
Pegue-se num grupo de rock. Junte-se malta da free improv. E eles que se desenrasquem, que toquem o que bem lhes apeteça. Num canto, os Cato Salsa Experience, gente nórdica de veia rockeira bem saliente. Do outro lado, alguns dos melhores músicos da improvisação europeia: Mats Gustaffson e Paal Nilssen-Love no grupo The Thing, que aqui conta com a participação especialíssima do mestre Joe McPhee (vénia). Todos reunidos fazem uma combinação explosiva, estilhaçando temas originais e revisitações de Yeah Yeah Yeahs e dos maiores rockeiros de sempre, Led Zeppelin. À energia do formato rock sobrepõe-se a desvario das improvisações, as guitarras marcam o passo, esguicham energia, os sopros acompanham, por vezes alternam papéis e é quando se juntam nas espirais de fogo que a coisa mais rende. Sem grandes preocupações estéticas ou de coerência, faz-se música no momento, física, que arranha. A versão de “Whole Lotta Love” dá-nos 5m34s de prazer total. Gravado ao vivo no Festival de Jazz de Kongsberg (Noruega) em 2004, “Sounds Like a Sandwich” é um potente petardo. Para dançar freneticamente, berrar e deixar que a demência nos invada, pelo menos até ao momento em que a vizinha de baixo se lembre de chamar a polícia.
Mondo Bizarre #24

Já saiu o número 24 da revista Mondo Bizarre. Para esta edição, que traz os lisboetas The Vicious 5 na capa, tenho o prazer de contribuir com uma entrevista ao duo Flanger (Üwe Schmidt e Bernd Friedmann) a propósito do seu último disco "Spirituals":
A Forma do Jazz Circa 1929. A revista traz ainda artigos sobre Boards Of Canada, Animal Collective, Franz Ferdinand, Devendra Banhart, entre muitos outros. Tudo isto e muito mais... à borla. A revista mais cool de Portugal e arredores já se encontra disponível nos locais do costume. É procurar, rapaziada!
Pins / Vencedores
Já temos destinatários para os pins crachás: Diogo Torgal, João Martinho e José Manuel Cunha receberão em casa um recuerdo AFDJ. Obrigado pela participação. :)
Serpente
Domingo 30 de Outubro de 2005. Casa da Música. 22h. As expectativas estavam algo confusas. John Zorn brindar-nos-ia com um dos seus ataques incompreensíveis de fúria? Ou, pelo contrário, iríamos assistir a um daqueles momentos únicos que aparecerá no top dos melhores concertos da década? 23h15. A satisfação era geral. John Zorn e os seus pupilos portugueses foram premiados com largos segundos de palmas levantadas numa sala 1 completamente cheia.
O início revelou-se algo nervoso para os músicos portugueses. Nervoso esse causado provavelmente pela grandeza da sala, do evento e do homem de quem iriam ser escravos na próxima hora. Mas cedo isso passou para segundo plano. Bem disposto, Zorn ia-se mostrando satisfeito com o desempenho dos músicos e não era caso para menos.
Destaque para o trio de cordas Carlos Zíngaro, Henrique Fernandes e Carlos Bica que mostrou grande entendimento entre si, para a concentração e humor dos dois bateristas Gustavo Costa e Jorge Queijo, para Albrecht Loops na guitarra e Eurico Amorim no fender rhodes e para João Martins com o seu contratear e a sua mesa que deram um toque especial em Cobra. Não houve maus músicos.
Uma boa iniciativa da parte da Casa da Música, em colaboração com a Rock'n'Cave, que deu a conhecer a Portugal bons músicos portugueses de música experimental/improvisada.
Texto de André Pintado