.
3 Pianos
Bernardo Sassetti / Pedro Burmester / Mário LaginhaCentro Cultural de Belém, 25 de Novembro, 21h00.
Espectáculo único e inédito, agendado para o próximo dia 25 de Novembro, reunindo três dos melhores pianistas e compositores da música nacional. Mário Laginha, Pedro Burmester e Bernardo Sassetti partilham o palco do grande auditório do Centro Cultural de Belém num concerto baptizado "3 Pianos". Os caminhos dos músicos já se tinham cruzado no passado, com Laginha a formar duo com Burmester no início dos anos 90 – resultando no registo discográfico «Duetos» – e mais recentemente um outro duo com Sassetti, que deu origem ao álbum «Mário Laginha e Bernardo Sassetti». No entanto, esta é a primeira vez que os três nomes maiores das teclas portuguesas se reúnem num espectáculo ao vivo onde jazz, clássica e contemporânea se vão cruzar e arranjar pontos em comum.
Pins!

"A Forma do Jazz" tem pins/crachás para oferecer. Quem quiser receber um pin destes deverá enviar um e-mail indicando qual o álbum de jazz preferido e porquê. As três melhores respostas receberão por correio um exemplar, que deverá ser usado regularmente, sendo obrigatória a sua utilização em eventos sociais de maior importância, concertos, etc. Respostas para
aqui.
História da Musica Experimental Portuguesa
História da Musica Experimental Portuguesa(Colaboração Granular/CEM)
por
Rui Eduardo PaesO seminário “História da Musica Experimental Portuguesa” procurará fazer uma primeira aborgadem à evolução do experimentalismo musical português, desde a não concretizada Associação Conceptual Jazz de Jorge Lima Barreto e Carlos “Zíngaro”, na década de 1970, até à primeira experiência efectiva de associativismo entre músicos experimentais nos primeiros anos do século XXI, a protagonizada pela GRANULAR, estrutura em que também “Zíngaro” está envolvido. Os principais agentes desta evolução serão retratados, com exemplos musicais em disco que comprovem os seus objectivos e preocupações, e referida a sua importância nas várias áreas em que se movimentaram e movimentam, da livre-improvisação à electrónica digital, passando por investimentos desenvolvidos nas franjas da música “clássica” contemporânea, do rock, do jazz, e da poesia sonora. Cada uma das seis sessões diárias terá como convidado especial um dos músicos/artistas sonoros tratados, com vista a dar o seu testemunho pessoal e a exemplificar com uma breve actuação ao vivo as questões que forem discutidas.Novembro: De 14 a 19 (dias 14, 15, 16, 17 e 18 das 21h30 às 23h30)
Dia 19 (sábado das 16h00 às 18h30)
Preço: 100€
Módulo 1
Carlos “Zíngaro” / Telectu + Jorge Lima Barreto + Vítor Rua / Ernesto Rodrigues / Carlos Bechegas
Convidado Especial: Ernesto Rodrigues
Módulo 2
Sei Miguel / Nuno Rebelo / Rafael Toral / Osso Exótico + David Maranha
Convidado Especial: Nuno Rebelo
Módulo 3
Vitor Joaquim / Paulo Raposo + Carlos Santos / Américo Rodrigues / Emídio Buchinho
Convidado Especial: Emídio Buchinho
Módulo 4:
Manuel Mota / Alfredo Costa Monteiro / Adriana Sá / Margarida Garcia
Convidado Especial: Adriana Sá
Módulo 5:
André Gonçalves / António Chaparreiro / Miguel Cabral / @C + Pedro Tudela + Miguel Carvalhais
Convidado Especial: Miguel Cabral
Módulo 6:
Emanuel Dimas de Melo Pimenta / Rodrigo Amado / Miso Ensemble + Miguel Azguime / António José Ferreira / Bernardo Devlin
Convidado Especial: Rodrigo Amado
ContactosRua dos Fanqueiros, nº 150 - 1º andar
1100-232 Lisboa (perpendicular à Rua de S. Nicolau)
info@c-e-m.org / cem@c-e-m.org / producao@c-e-m.org
Secretaria (das 9h30 às 22h00): 21 887 1917
Fax: 21 887 1549 Móvel: 91 611 8470
www.c-e-m.org
Cobra
John Zorn "Cobra". Casa da Música, 30 de Outubro.
Line up:
Carlos Zíngaro - violino
Carlos Bica - contrabaixo
Henrique Fernandes - contrabaixo
Nuno Rebelo - guitarra
José Miguel Pinto - guitarra
Albrecht Loops - guitarra / twinstar
João Martins - contratear / mesa
Rodrigo Pinheiro - piano
Eurico Amorim - fender rhodes
Gustavo Costa - bateria
Jorge Queijo - bateria
Manuel Campos - percussão
Mário Teixeira - percussão
Overtime
Estes são os sons para um sábado quase chuvoso. Dave Holland y su Big Band, música cheia e luxuosa.
Dave Holland Big Band: "Overtime"[Dare2, 2005]
Uri Caine
Uri Caine, Culturgest, 28 de Outubro.
Last Eyes
Paul Flaherty e Chris Corsano: o veterano e o rapaz novo, o barbudo e o careca, o saxofone de fogo e a bateria fulgurante. Juntos, formam uma dupla poderosíssima, criadora de música improvisada cheia de alma, energia e pulsação. Devedora da
fire music da New York dos 70's (Frank Lowe et al), o Flaherty/Corsano Duo tem em "Last Eyes" um exemplo daquilo que devia acontecer sempre na música feita a dois: espaço para ambas as vozes, equilíbrio, complementaridade de discursos. O histórico Flaherty é quem começa por guiar, com uma força que lembra Brötzmann, mas Corsano não se limita ao acompanhamento e revela um soberbo manacial de recursos. Música para queimar. Sempre lá em cima.
Flaherty/Corsano Duo: "Last Eyes LP"[Records 7, 2005]
Registos Autónomos
O saxofonista Rui Azul, que editou este ano o seu segundo disco "À Bolina", tem um blog:
registosautonomos.blogspot.com. Neste espaço, para além de ficarmos a par das novidades sobre os trabalhos do músico (e designer e ilustrador), podemos aceder também a gravações mp3. Sobre o disco "À Bolina", escreveu o saudoso Fernando Magalhães:
Eis um disco agradável, imaginativo, sugestivo e razoavelmente original no panorama das "novas músicas", tendência suave, da música portuguesa. Rui Azul, músico do Porto, realizou sózinho "À Bolina", um álbum de viagens, tema estafado quando os itinerários repetem as rotas do turismo. Não é o caso de "À Bolina". Azul, além de produzir e arranjar, toca saxofone tenor, sax MIDI, flautas, rhaïta, zummara, didgeridoo, darbuka, percussões étnicas, voz, teclados, samplers, sequenciadores, programação e "loops". Ah, sim, também foi ele que gravou, misturou, masterizou, fez o desenho gráfico, a BD os textos. "À Bolina" é um álbum de´boa fusão, entre jazz, "world" imaginária e electrónica sequenciada. Vozes deslocadas no espaço e no tempo, sons híbridos, batidas entre o computacional e o ritual. A escola é óbvia: Musci/Vennosta, Benjamin Lew, Steve Shehan. Mas Azul é bom colorista e sabe combinar os tons, dando de facto pistas para uma viagem interior que é afinal cinema da imaginação. As ilustrações de BD têm algo da "Garagem Hermética" de Moebius. Um passo à frente de Rão Kyao, Ficções e Carlos Maria Trindade/Nuno Canavarro na elaboração de fusões oníricas com âncora, mais ou menos funda, em Portugal. 7/10.Fernando Magalhães in Y/Público
Bratislava Jazz Days
Stacey Kent ao vivo em Bratislava.
Fotografia cedida pela querida Sofia Rodrigues.
Actividade Suspeita
Primeiro foi o choque: com "These Are the Vistas" fizeram as apresentações e conquistaram público para lá do jazz. O seu som forte e as versões de hits pop/rock ("Smells Like Teen Spirit", "Flim", "Heart of Glass") marcaram o espaço deste "power trio". Ao segundo disco, "Give", fizeram covers de Pixies ("Velouria") e Ornette Coleman ("Street Woman") e repetiram, com sucesso, a fórmula. Agora, na terceira gravação, já não há nada de novo. A versão da música de "Momentos de Glória" ("Chariots of Fire") é o ponto alto do disco, mas sente-se uma sonoridade repetida e gasta. A irreverência que de início nos prendeu, transformou-se em acomodamento burguês. Mas não é nada que o futuro não resolva, há que ter esperança.
The Bad Plus: "Suspicious Activity?"[Sony, 2005]
The Wire, Nov 05

Steve Reich, free jazz japonês, Mazen Kerbaj. Críticas a novos discos de Misha Mengelberg, Moondog, George Russell, Vandermark 5, Mark Dresser e Paal Nilsen-Love entre outros. Oferta do cd "Exploratory Music from Portugal 05", que reúne músicos nacionais de diferentes estilos como Joana Amendoeira, Dead Combo, Sei Miguel ou Manuel Mota [só para assinantes].
SFJazz
Façamos as apresentações:
Bobby Hutcherson (vibrafone, marimba)
Joshua Redman (saxofone tenor & soprano)
Nicholas Payton (trompete)
Miguel Zenón (saxofone alto, flauta)
Josh Roseman (trombone)
Renee Rosnes (piano)
Robert Hurst (contrabaixo)
Brian Blade (bateria)
Será preciso dizer mais alguma coisa? Um dos discos de 2005.
SFJAZZ Collective: "SFJAZZ Collective"[Nonesuch, 2005]
Night Fever
Propostas para uma noite de sábado musical:
Kurt Rosenwinkel @ Seixal Jazz
Toots Thielemans @ C.C.B.
Carlos Bica + Jorge Coelho + Alexandre Soares @ Zé dos Bois
Kimmo Pohjonen @ Guimarães
Domenico + 2 @ Casa da Música
Contratempos @ Santiago Alquimista
Baladas
Derek Bailey, genial e revolucionário guitarrista free, desde os 60's que abriu fronteiras e se inscreveu numa cruzada para impôr a guitarra como o mais free dos instrumentos (e que tem descendência em gente como Manuel Mota). Neste objecto aparte Bailey reinterpreta, nunca abdicando da sua técnica única, um conjunto de standards clássicos: "Stella by Starlight", "Body and Soul", "Gone With the Wind" ou "Please Don't Talk About Me When I'm Gone", entre outros. O disco revela-se como um cruzamento de estéticas bem conseguido, demonstrando que o free jazz pode muito bem ser enamorado pela melodia, sem se deixar dominar. Ou, muito prosaicamente, para calar todos aqueles que dizem que a malta do free jazz não sabe tocar. Recomendado para toda a gente.
Derek Bailey: "Ballads"[Tzadik, 2002]
Jazz.pt #3

"A Revista". O número 3 já está nas bancas.
Carlos Bica
O contrabaixista Carlos Bica apresenta-se amanhã (sábado, 22) ao vivo na aniversariante Galeria Zé dos Bois. O espectáculo será em trio com Jorge Coelho e Alexandre Soares e promete sonoridades afastadas daquilo a que estamos habituados do músico. A propósito do seu mais recente projecto, o disco "Single", Carlos Bica concedeu-me uma entrevista onde fala deste disco, do seu trajecto e de outros projectos. Um aperitivo:
Eu acho que isto já é um bocado a minha característica: abordar vários tipos de música e tentar que tenha a minha assinatura, que a minha personalidade esteja presente, independentemente de ser uma composição minha ou um tema popular ou uma canção medieval - são coisas que me tocam e que não estão ligadas ao compositor, à época ou ao estilo. No jazz não é propriamente o facto de ser jazz que me agrada em especial, normalmente o que gosto no jazz é o músico – gosto deste músico que tem um rótulo de jazz, mas gosto de músicos e compositores de áreas completamente diferentes. Eu tenho uma expressão para definir isso que é: “deixar a porta aberta”. E quando as coisas me tocam, passam de certa maneira a ser minhas; assimilo estas coisas que me tocam. E depois trata-se de dar um formato a essas canções/composições de maneira a não se sentir que de faixa para faixa se esta a mudar de estilo – é a função do músico conseguir uniformizar os vários universos. Por outro lado tenho formação de música clássica, pop e rock foi com o que cresci, o jazz e a improvisação conheci mais tarde e eu vejo-me num universo onde todas estas linguagens coexistem. Crítica ao disco SINGLE e entrevista a Carlos Bica,
tudo no bodyspace!
É Já No Próximo Sábado!
Kurt Rosenwinkel. Seixal Jazz, 22/Out, 21h30.
Sanidade
O saxofonista alto David Binney - que passou há pouco tempo pela cave do Hot Clube - junta-se a Chris Potter (sax tenor), Jacob Sacks (piano), Thomas Morgan (contrabaixo) e Dan Weiss (bateria) e constrói um dos monumentos jazz de 2005. À partida, o músico (de tendências contemporâneas) não anda longe do mainstream mas a desenvoltura é tal que ultrapassa, em muito, a mediania. Os temas aproximam-se (ou ultrapassam) quase todos dos dez minutos e, mais do que o precisa organização da música, é no seu desenvolvimento que se sobe a barreira. Jazz elegante e inteligente, a ouvir muitas vezes.
David Binney: "Bastion of Sanity"[Criss Cross, 2005]
Guimarães Jazz
Programa Oficial do Guimarães Jazz:
(Obrigado CDias e João Marques)
10 De Novembro - 22h00
Bob Brookmeyer New Art Orchestra
11 De Novembro - 22h00
1ª Parte: Jason Moran piano solo
2ª Parte: Ralph Alessi Quartet feat. Jason Moran
12 De Novembro - 17h00
Sexteto ESMAE
12 De Novembro - 22h00
Art Ensemble Of Chicago – Great Black Music "Ancient To The Future"
16 De Novembro - 22h00
Jason Linder, Bill Mchenry, Omer Avital & Daniel Freedman
17 De Novembro - 22h00
Dave Liebman Quartet
18 De Novembro - 22h00
Katrine Madsen & The Radio Danish Orchestra
19 De Novembro - 17h00
Big Band ESMAE conducted by Jason Linder
19 De Novembro - 22h00
Maria Schneider Orchestra
Dias 10, 11, 12, 16, 17 e 19 de Novembro - 24h00
Jam Sessions com Jason Linder, Bill Mchenry, Omer Avital & Daniel Freedman
(Convivio - Associação Cultural Cultural)
De 14 a 19 de Novembro (excepto dia 16)
Oficinas de Jazz e workshop de Big Band com Jason Linder, Bill Mchenry, Omer Avital & Daniel Freedman
(Centro Cultural Vila Flor)
Animal Collective
A banda certa no momento certo. A pop brilhantemente psicadélica, ácida e submersa dos Animal Collective cresce nos nossos corações e cada disco é um volume novo de genial euforia e alucinação. Beach Boys, demência, infância, pop. E enquanto os
Animal Collective lançam o seu último disco, "Feels" (atenção à
crítica e
entrevista - segundo dizem, o mais sério candidato a melhor disco pop do ano), apresentam-se ao vivo em três espectáculos que prometem ser memoráveis: em Coimbra (18), no Porto (19) e Lisboa (20) - sendo o espectáculo lisboeta realizado a bordo num cacilheiro(!) e servirá também para comemorar o 11º aniversário da Galeria Zé ds Bois. Imperdível pelas razões lógicas e por todas as outras.

Angelina
Angelina é médica neurorradiologista. Angelina é também cantora e expressa os seus
jazz feelings num disco de estreia morninho. Acompanhada por um quarteto pouco atrevido, percorre-se um caminho de standards jazz mais do que conhecidos:
Georgia On My Mind,
Summertime,
Caravan,
They Can't Take that Away From Me,
I Get a Kick Out of You. Há ainda dois temas de Jobim inexplicavelmente cantados em inglês (porquê, se em português do Brasil é tão mais bonito?). E um "My Baby Just Cares For Me" que decalca milimetricamente os trejeitos da diva maior Nina Simone. A voz revela potencial, é certo, só é pena que o resultado final não seja o mais consistente. "Jazz Feelings" já se encontra à venda por aí (fnac's e afins) a preço simpático.
Angelina: "Jazz Feelings"[Realizasom, 2005]
India Song
Da descoberta de "India Song", o poético (e polémico) filme de Marguerite Duras, ficou-me, mais que tudo, a música. Após buscas desesperadas nos meandros da internet descobri uma versão do tema do filme cantado pela actriz (belíssima) Jeanne Moreau. As notas que se enrolam na sensualidade quente e pesada do filme, prosseguem na voz quase indiferente da actriz:
Chanson / Toi qui ne veux rien dire / Toi qui me parles d'elle / Et toi qui me dis tout. Moreau, actriz principal de "Ascenseur pour l'Échafaud" (o filme de Louis Malle que a banda sonora de Miles mitificou), encontra-se com o trompetista durante uma sessão de gravação e, entre eles, sopra a faísca de uma troca de olhares quase pecaminosa. A atravessar o silêncio, a música. Da Índia à França, a canção é que nos diz tudo.

Uri Caine
Na sexta-feira, 28 de Outubro, às 21h30, no Grande Auditório da Culturgest, terá lugar o concerto de piano de Uri Caine. Neste concerto a solo, Uri Caine interpreta composições originais, jazz standards, arranjos e improvisações sobre música de Mahler, Verdi e Beethoven, demonstrando uma abertura às mais diversas fontes de inspiração musical. Os bilhetes para jovens até 30 anos têm o preço de 5 Euros; para o restante público de 18 Euros.
Uri Caine nasceu em Filadélfia, em 1956, numa família judaica. Começou a estudar piano, entre os doze e os treze anos, com um pianista francês radicado em Filadélfia, Bernard Peiffer, que lhe ensinou não só a técnica pianística como o introduziu no jazz através do estudo dos clássicos da música erudita.
Muito cedo tocou com grandes nomes do jazz como Philly Joe Jones, Hank Mobley, Johnny Coles, Mickey Roker ou Groover John. Ainda adolescente começou a estudar composição com George Rochberg, com quem prosseguiu os seus estudos na Universidade de Pensilvânia, onde também foi aluno de George Crumb. Enquanto estudante, tocou com muitos músicos de jazz que passavam por Filadélfia, como Freddie Hubbard, Joe Henderson, Benny Golson, Phill Woods, Donald Byrd, J. J. Johnson, e outros. No final dos anos 80 mudou-se para Nova Iorque onde tocou em diversos locais, nomeadamente em Knitting Factory, lugar privilegiado da música avant-garde.
Uri quebra as barreiras entre géneros. Considerando-se acima de tudo como músico de jazz, reinventa temas de compositores eruditos como Mahler (CDs Ulricht / Primal Light, Dark Flame), Bach (CD The Goldberg Variations), Beethoven (CD The Diabelli Variations), Schumann (CD Love Fugue) e Wagner (CD Wagner in Venezia). Apropria-se da música klezmer, do blues, do rock, do funk ou da música electrónica, sempre de uma forma inovadora e surpreendente.
Gravou quinze discos como líder. As suas duas primeiras gravações homenagearam Thelonious Monk e Herbie Hancock que, com Chick Corea, McCoy Tyner e Keith Jarret foram para si modelos. Em 2001 publicou um disco a solo (Solitaire). O mais recente CD, Live at Village Vanguard, com um novo trio, saiu em 2004.
Para além de se apresentar a solo ou com grupos por si liderados, trabalhou, entre muitos outros, com Don Byron, Dave Douglas, Terry Gibbs e Buddy de Franco, Clark Terry, Rashid Ali, Arto Lindsay, Sam Rivers. Apresentou-se em numerosos festivais de jazz, como os North Sea, Montreal, Monterey, Newport, San Sebastian, e em festivais de música erudita como os de Salzburg, Ópera de Munique, Festival da Holanda, o de Israel, do IRCAM ou no ciclo “Grandes Intérpretes” no Lincoln Centre.
Recentemente, recebeu encomendas da Vienna Volksoper, do The Seattle Chamber Players, do Trio Beaux Artse e da Orquestra de Câmara de Basel.
O pianista tem agendados outros concertos, em Portugal: 29 de Outubro no Teatro Aveirense (Aveiro) e 30 de Outubro na Casa das Artes de Famalicão (Famalicão).
www.uricaine.com.
Single
Carlos Bica: "Single"[Bor Land, 2005]
O contrabaixista Carlos Bica tem um novo disco, "Single". Neste disco, editado pela Bor Land, Bica apresenta-se em contrabaixo solo e faz, através de 17 músicas, uma abordagem completa ao instrumento. O músico encontra-se neste momento a promover este disco e vai tocar já hoje nas lojas Fnac de Lisboa: Chiado (18h00) e Colombo (22h00). Segue-se a apresentação "oficial" no Hot Clube na próxima quarta-feira, dia 19. Aqui ficam os próximos concertos.
17 OUT :: CARLOS BICA :: FNAC CHIADO :: LISBOA :: 18H
17 OUT :: CARLOS BICA :: FNAC COLOMBO :: LISBOA :: 22H
19 OUT :: CARLOS BICA :: HOT CLUB :: LISBOA :: 23H
22 OUT :: CARLOS BICA + ALEXANDRE SOARES + JORGE COELHO :: ZDB :: LISBOA :: 23H
23 OUT :: CARLOS BICA :: PASSOS MANUEL :: PORTO :: 22H30
24 OUT :: CARLOS BICA :: FNAC STA. CATARINA :: PORTO :: 17H
24 OUT :: CARLOS BICA :: FNAC GAIASHOPPING :: V.N.GAIA :: 22H
25 OUT :: CARLOS BICA + MÜNCHEN :: CASA DAS ARTES :: FAMALICÃO :: 22H
Shining
Provindos da
escola Jaga Jazzist, estes nórdicos aventuram-se em tempestades de jazz e não-jazz: sopros certinhos, guitarras gritantes, movimentos bruscos e instantes de ternura sonora, tudo servido sem pré-aviso. Para além do jazz e do pós-rock, pós-jazz ou qualquer coisa, vamos ser preguiçosos e dizer que é objecto inclassificável. Curioso e desafiante, alternando entre trovões e claridade, é um dos mais apelativos discos esquizóides deste 2005. E perfeito para dias de metereologia instável, como hoje.
Shining: "In the Kingdom of Kitsch You Will Be a Monster"[Rune Grammofon, 2005]
Dream
Um disco para nos reconciliar com o jazz: "Monk's Dream". O genial pianista da barba engraçada reúne-se em quarteto - Charlie Rouse (sax), John Ore (ctb) Frankie Dunlop (bateria) - e recria temas seus (magnífico "Bye-Ya", "Bolivar Blues"). Este disco tem ainda o interesse acrescido que é ver Monk a tocar em solo dois temas muito populares - "Just a Gigolo" e a sublime "Body and Soul".
Thelonious Monk: "Monk's Dream"[Columbia, 1962]
No Comments
A partir de hoje não há mais comentários. Esgotou-se-me a paciência para aqueles que têm como único propósito de vida o consecutivo "bota-abaixo". Não vou permitir que sujem este espaço, nem que este blog seja usado como veículo para expressar ódiozinhos maldosos (e quase sempre anónimos). Os outros, todos aqueles que com as suas palavras contribuíram para o engrandecimento do blog (que são a grande maioria e a quem estou muito agradecido), poderão continuar a comunicar, agora via
e-mail. A música segue dentro de momentos.
Agharta
E já se que se fala em trompete, jazz, electrónica e fusão, vamos buscar ao baú uma lembrança. Contando com as contribuições de Sonny Fortune, Pete Cosey, Reggie Lucas, Michael Henderson, Al Foster e James Mtume, "Agharta" é um magnífico registo ao vivo, um monumento. Ou, como afirma o respeitável
all music guide,
this is the greatest electric funk-rock jazz record ever made — period.
Miles Davis: "Agharta"[Columbia, 1975]
Azul
Em dia de reflexão eleitoral ouve-se o álbum "Azul" de Carlos Bica, músico que tem pronto novo disco. Para além do trio-base - contrabaixo condutor de Bica, guitarra de Frank Möbus e bateria sublime de Jim Black - há ainda as participações especiais de Maria João (voz) e Ray Anderson (trombone). Disco sensível, harmonioso e... azul.
Carlos Bica: "Azul"[Polygram/Emarcy, 1997]
Trio2
Comentário sobre o concerto do Bernardo Sassetti Trio
2 na Culturgest no
bodyspace.
Ascent
Todos sabem (ou imaginam) que o desafio de comunicar, a espontaneidade, a harmonia, o conflito de sons e ideias, assim como a energia sob várias formas e feitios, serão sempre lugares comuns quando falamos de música, escrita ou improvisada. Interpretá-la no momento é a expressão máxima do nosso caminho e a constante procura de caminhos outros. Eu gosto de pensar que talvez seja a vontade de olhar para dentro e, do silêncio interior, dar sequência a algumas (possíveis) imagens da nossa memória e, ao mesmo tempo, do preciso momento em que o som e a ideia são lançados; mas o maior desafio de todos é, para mim, a incerteza na procura de outros lugares, indefinidos e muito longe daquele onde vivemos – quando deixamos para trás os nossos instrumentos. Muitas vezes, penso em música como uma forma de desconstrução, e consequente construção, do discurso musical, e também como representação de imagens abstractas, presentes na consciência imediata. Estas ganham ainda maior dimensão quando, em conjunto com outros músicos, surgem como “movimentos” dramáticos, objectivos mas também indefinidos, das “histórias” que nos propomos contar. Música, essa questão cada vez mais sem limites. Talvez seja o reflexo da nossa vida; talvez seja a realidade juntamente com o universo dos sentidos. Porém, mais do que a própria realidade, este é o espelho das coisas que dela imaginamos. Do silêncio e de regresso a ele, as imagens (em forma de música) terão sempre um carácter abstracto, suspenso, inacabado... Ascent é dedicado a José Álvaro Morais, cineasta com que trabalhei no seu último filme, Quaresma. Foi ele que me indicou o caminho do silêncio e a sua importância na arte.
Bernardo Sassetti Trio2, ao vivo na Culturgest, 21h30.
Fest Forward

Anda por aí uma nova revista que merece atenção. A
Fest Forward dá a máxima atenção aos eventos culturais que vão acontecendo, através de antevisões (forward) e reportagens (rewind). O grafismo é elegante, os textos são concisos e reúnem toda a informação que interessa. Música, cinema, teatro, design e muito mais. Leitura obrigatória.
Space 2005, Parte 2

O Space é um Festival de Música onde procuramos abordar os novos rumos da música contemporânea, possibilitados quer pelas vias da experimentação e improvisação, quer pelas novas tecnologias digitais. Este festival nasceu em 1999, em Coimbra, e é uma organização da Associação Cultural Rock’n’Cave:
www.rockncave.org. Face às dificuldades encontradas pelos músicos portugueses em levar até ao palco as suas iniciativas mais originais, o Space visa ser uma plataforma de ensaio para novas formas e formações musicais, contribuindo para a sua melhor divulgação. Neste momento, o objectivo do Space é juntar uma série de músicos seleccionados individualmente pelos seus percursos e desafiá-los a criar projectos musicais e de entretenimento. Com qualidade e correndo riscos, normalmente apresentando conceitos experimentais e originais.
6 de Outubro, 19h: Trem Azum, Lisboa:
GheeGush 9 de Outubro, 22h: Passos Manuel, Porto:
Space Ensemble musicando o filme “As Aventuras do Principe Achmed”, Berlim 1926: primeira longa-metragem de animação europeia, realizada por Lotte Reiniger com silhuetas articuladas (Parceria com o Festival de Avanca)
13 de Outubro, 19h: Trem Azul, Lisboa:
Cheese Cake 16 de Outubro, 18h: Velha-à-Branca, Braga: sets de improvisação 2x2: por
Alexandre Gamelas, José Miguel Pinto, entre outros.
22 de Outubro, 22h: Teatro Esther de Carvalho, Montemor-o-Velho:
Space Ensemble musicando o filme “As Aventuras do Principe Achmed”, Berlim 1926: primeira longa-metragem de animação europeia, realizada por Lotte Reiniger com silhuetas articuladas (Parceria com o Festival de Avanca)
(o programa desta edição do Space não está ainda concluído, podendo surgir mais datas durante o decorrer do festival)
Akiyama
LX BAR, Lisboa, 3/Out. (hoje), 22h00
1ª Parte:
TETUZI AKIYAMA SOLO BOOGIE2ª Parte:
TETUZI AKIYAMA + MANUEL MOTA + ERNESTO RODRIGUES TrioARTES MÚLTIPLAS, Porto, 5/Out. (4ª feira)
TETUZI AKIYAMA + MANUEL MOTA + ERNESTO RODRIGUES TrioTetuzi Akiayma é uma das pedras basilares do underground japonês operando nas duas extremidades do seu largo espectro: trabalhou com os minimalistas da cena Onkyo (sendo um dos curadores, conjuntamente com Toshimaru Nakamura, da mítica série Meeting at Off Site em Tóquio); e ganhou reputação com a sua abordagem ao rock através de colaborações (com Keiji Haino por exemplo) e da sua interpretação abstracta dos blues.
Akiyama surge como um guitarrista único e altamente experimental aplicando a improvisação e o noise quer à guitarra acústica (em improvisações lentas, cruas mas belas e assombrosas) quer à eléctrica (manipulando tons perfurantes e explorando as suas variações micro-tonais).
Começou a tocar guitarra aos 13 anos. Mais tarde começou a manifestar interesse pela improvisação livre e a música clássica tendo formando, em 1987, a sua primeira banda de música improvisada: os Madhar. Aprendeu a tocar viola clássica e em 1994 formou, juntamente com Taku Sugimoto, o Hikyo String Quintet onde tocavam peças de música erudita improvisada. Anos mais tarde Akiyama e Sugimoto formaram um duo de guitarra (de nome Akiyama-Sugimoto). Durante o mesmo período Akiyama fez parte da banda de
Keiji Haino, Nijiumu.
Projectos mais recentes são o duo Suketina Tea Time (com Takashi Matsuoka) e o trio Moongose (com Sugimoto e Utah Kawasaki). De 1998 a 2003, Akiyma e Nakamura (juntamente com Sugimoto na fase inicial) organizaram uma série de concertos pioneiros em Tóquio, primeiro no Bar Aoyama e depois no café Off Site, onde emparelhavam a sua música com a de um colega improvisador convidado (na sua maiora estrangeiros). Esta série deu lugar ao lançamento de 3 compilações em CD com extractos dos melhores momentos dos 5 anos da série.
Desde o início da sua carreira Tetuzi Akiyama já lançou mais de 50 álbuns quer a solo (filtrando os blues e Morton Feldman no belo Relator, modulando o feedback ressonante em Resophonie e exibindo os seus trejeitos à John Lee Hooker em Don't Forget to Boogie) e quer colaborativos com músicos tão variados como: Gunter Muller, Otomo Yoshihide, Martin NG, Jason Kahn, Utah Kawasaki, Taku Sugimoto, Tim Barnes, Toshimaru Nakamura, Campbell Kneale, Mark Wastell, Keiji Haino, TV Pow entre muitos. Editou já na portuguesa Creative Sources um CD do trio Akiyama/Khan/Kawasaki e prepara-se para editar em Novembro pela Esquilo um álbum a solo de guitarra eléctrica.
Já percorreu todo o mundo em extensas tours mas esta será a sua primeira presença em Portugal.Para mais informação:
http://www.japanimprov.com/takiyamaTexto de Luís Jacinto