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stereo (2K)
2005/07/29

Cancelamento: Jaga Jazzist



WIBUTEE NO JAZZ EM AGOSTO 2005
Dia 12 de Agosto, Sexta-feira, 21h30, Anfiteatro ao Ar Livre

O JAZZ EM AGOSTO 2005 regista uma alteração na sua programação: o concerto do Jaga Jazzist (Noruega) a 12 de Agosto, pelas 21h30, no Anfiteatro ao Ar Livre, foi substituído, por motivos de força maior, alheios à nossa vontade, por uma outra formação criada há nove anos, e também norueguesa, WIBUTEE, que se posiciona no mesmo campo musical e artístico.

Os espectadores que tenham já adquirido bilhetes – à venda desde dia 19 - para os Jaga Jazzist, podem trocá-los por bilhetes para os Wibutee, para o mesmo dia, hora e local (dia 12, 21h30 Anfiteatro ao Ar Livre), ou, se preferirem, ser-lhes-á devolvido o dinheiro dos respectivos bilhetes.


Jazz Em Agosto 2005 / Sugestões





Está quase a começar a edição deste ano do "Jazz Em Agosto", o festival mais aguardado por estas bandas. A edição deste ano confirma o festival como um dos mais importantes eventos europeus orientados para o free jazz e música improvisada. A diversidade da oferta de espectáculos é exemplar, como se comprova pela variedade de propostas apresentadas: desde as proximidades ao jazz “tradicional”, passando pela presença de gigantes do free jazz e até projectos que se chegam às margens da pop. Seria ideal assistir a todos os concertos mas, uma vez que não há tempo (€) para tudo, ficam aqui algumas sugestões para quem esteja interessado em ouvir a música irrequieta no espaço da Fundação Calouste Gulbenkian.

Em primeiro lugar, é obrigatório assistir ao imperdível Schlippebach Trio. Este magnífico grupo reúne três dos melhores músicos free do mundo - Alexander Von Sclippenbach (piano), Evan Parker (saxofones) e Paul Lovens (bateria) - que para além da experiência que a veterania lhes garante, exibem uma dinâmica de grupo impressionante – 35 anos a tocar juntos (dia 6, 18h30). Fundada pelo mesmo Schlippenbach, a Globe Unity Orchestra é uma das mais reputadas formações de larga escala da Europa - free jazz de grande dimensão (dia 5, 21h30). Na mesma linha, apesar da ambição um pouco mais modesta, aconselha-se o espectáculo “Os Sete Pecados Mortais” dos portugueses RAUM, dirigidos por Paulo Dias Duarte (dia 11, 15h30).

Para quem esteja interessado em viajar pelos caminhos do jazz moderno é essencial assistir ao concerto dos nórdicos Atomic (dia 7, 21h30) – grupo que em 2004 editou, a meias com o grupo School Days, um dos melhores discos do ano: “Nuclear Assembly Hall”. O trio Dresser/Maroney/Sarin (dia 11, 18h30), baseado numa formação clássica de piano trio, promete música orgânica memorável. E a dupla Jean-Marc Foltz / Bruno Chevillon revela um imprevisto duo - clarinete+contrabaixo - num espectáculo que servirá de apresentação ao disco a editar pela Clean Feed (“Cette Opacité”).

No domínio da improvisação “dura”, refira-se a performance de Jorge Lima Barreto - o conceituado improvisador português desvendará o projecto “Sintagmas do Jazz”, composto por piano solo e rádio sintonizado em ondas curtas (dia 12, 15h30). Altamente aconselhável será o trio Mephista - as improvisadoras Sylvie Courvoisier (piano), Ikue Mori (electrónica) e Susie Ibarra (bateria) irão expor a urgência dos seus sons instantâneos (dia 13, 18h30).

Para terminar, importa lembrar que os noruegueses Jaga Jazzist irão também estar presentes no bonito anfiteatro ao ar livre da Gubenkian. Será uma oportunidade rara de ver uma formação que cruza sem vergonha referências várias da música moderna - da electrónica até ao pós-rock, passando inevitavelmente pelo jazz – para criar música exclusivamente nova (dia 12, 21h30).

O programa pode ser consultado aqui.

2005/07/27

The Hard Blues


Quem não foi ao Porto no passado fim-de-semana pode agora actualizar-se sobre o que aconteceu em Serralves: atenção à crítica de André Gomes ao concerto do The Julius Hemphill Sextet. É favor dirigirem-se ao bodyspace.

Bye Bye Baby Blues





Blind Boy Fuller & Sonny Terry: "Harmonica & Guitar Blues (1937-1945)"
[EPM, 1996]

A essência dos blues: uma guitarra, uma voz, uma harmónica. E que harmónica, meu deus! Sonny Terry, sempre grande, a acompanhar a inspiração profunda de Blind Boy Fuller. Viagens, transportes ferroviários, desgostos de amor - as preocupações do homem comum. Música fundadora e essencial. Bye bye baby blues. Blues adultos, como convém.

2005/07/26

Happy Funkday!





Já anda aí o terceiro volume da série "Grooves from the Vault" do Hit Da Breakz. "Happy Funkday" comemora o primeiro aniversário do blog e é uma apurada selecção de temas misturados por Dub. É favor procurar no sítio do costume [soulseek, user: hitdabreakz].

The Thing To Do





No dia seguinte ao concerto de Ali Farka Touré, tive a honra de integrar a equipa FórumSONS no torneio/maratona anual de futsal organizado pela Associação 100 Ideias. Para além de momentos de convívio, bom futebol e alguns bons resultados (empate heróico contra os campeões do torneio, por ex.), o FórumSONS foi distinguido com a taça Fair Play – e deveria ter ganho ainda um prémio especial para a equipa com as camisolas mais bonitas. Agora, para recuperar do esforço, "a coisa a fazer" é ir buscar um disco ao mais belo catálogo do mundo: directamente dos armários da Blue Note, é tempo de ouvir o disco "The Thing To Do" de Blue Mitchell. Som absolutamente clássico – com tudo de bom que isto implica.



Blue Mitchell: “The Thing To Do”
[Blue Note, 1964]

2005/07/24

Raízes


"A lógica do jazz, enquanto forma proveniente de blues e da mistura de uma série de raízes, das labour songs, aos espirituais, permite o contacto com todas as outras formas musicais" - escreveu, com toda a propriedade, o Sérgio.

Na noite da passada sexta-feira, no Anfiteatro Keil do Amaral em Monsanto, Ali Farka Touré deu um concerto mágico. Mostrou a sua gigantesca dimensão musical e encantou o público com a sua música hipnótica e azul, primeiro revelando a beleza das raízes de África, depois através dos seus blues especiais e para o fim acompanhado com a sonoridade enfeitiçante da kora de Toumani Diabaté. Ali demonstrou, a música vem toda do mesmo sítio.



Parabéns...


ao Hit Da Breakz, que comemora hoje o seu primeiro aniversário e é sem dúvida alguma um dos melhores blogs portugueses. E parabéns também pelo novo look (Óscar strikes again!).

Global Tourists


GLOBAL TOURISTS
Concerto: 25 de Julho, 19h30, Trem Azul Jazz Store

Mathias Mauersberger (guitarra, electronicas)
Epaminondas Ladas (Bouzouki)
Tobias Hoffmann (guitarra)
Franck Kampschroer (contrabaixo)
Daniel Freundlieb (bateria, percussões)



Em digressão nacional, os Global Tourists contam com a colaboração da Jazz Store para acolher uma das suas datas. Este quinteto de quatro músicos alemães e um grego, formados no conservatório de jazz de Colónia movimenta-se entre vários estilos musicais que resultam, de um modo geral, numa fusão entre ethno jazz e post rock.
2005/07/21

Ali's Here!


Blues enfeitiçados e todo o coração de África.


ALI FARKA TOURÉ com o convidado Toumani Diabaté
Sexta feira, 22h00, Anfiteatro Keil do Amaral, Monsanto. Entrada Livre.

Imperdível!
2005/07/20

Ain't Misbehavin'


Como já é habitual, aqui ficam os links para as críticas aos dois concertos que decorreram durante este fim-de-semana no Porto: a excelência do Esbjörn Svensson Trio na Casa da Música e a festa do grupo de Aki Takase em Serralves. E hoje, para premiar a fidelidade dos clientes habituais, ainda oferecemos um bónus, um texto sobre o superlativo concerto de Sharon Jones no Santiago Alquimista. Tudo no bodyspace:

Sharon Jones / Santiago Alquimista, Lisboa / 11.07.2005

Esbjörn Svensson Trio / Casa da Música, Porto / 15.07.2005

Aki Takase / Serralves, Porto / 16.07.2005

2005/07/19

Contratempos


No concerto de Sharon Jones no Santiago Alquimista reencontrei um antigo colega de faculdade que já não via há algum tempo. Descobri, com muito prazer, que o Alex “Ska” fez por justificar a alcunha que lhe ficou colada desde aqueles tempos universitários e que agora tem um grupo onde toca a música que sempre o acompanhou. A banda chama-se “Contratempos” e dedica-se a reavivar o ska, através de temas originais, mas seguindo as definições clássicas do género. A banda editou recentemente um disco, “Algures, No Meio do Nada”, e encontra-se agora a promover este trabalho por intermédio de espectáculos ao vivo. Inspirados no exemplo maior dos jamaicanos The Skatalites, os Contratempos fazem música (cantada em português e inglês) incondicionalmente alegre com um ritmo irresistível. Este disco apresenta-se orgulhosamente como o primeiro álbum de ska tradicional gravado em Portugal. E Portugal bem pode orgulhar-se destes rude boys nacionais.




Contratempos: “Algures, No Meio do Nada”
[Contratempos, 2005]

O disco pode ser adquirido na Rastilho, na loja Carbono em Lisboa, na loja BANA em Sassoeiros, nas lojas Buédalouco em Santarém e Moledo ou através do e-mail: contratempos@sapo.pt. Mais informações no site da banda.
2005/07/18

PONTEJAZZ / XIIIº Festival Internacional de Jazz de Pontevedra


Nos próximos dias o jazz vai instalar-se na Galiza, com a 8ª edição do Pontejazz, Festival Internacional de Jazz de Pontevedra. Absolutamente recomendável, pela paisagem, pela simpatia e pela música, claro!

O Pontejazz preséntase este ano cun programa moi atractivo que fai do XIIIº Festival Internacional de Jazz de Pontevedra o màis completo de tódolos festivais deste estilo musical en Galiza.

Escomezar salientando que as pontes tendidas na pasada edición a diversos artistas da península medrarán nesta edición, e atravesarán incluso o Océano Atlántico para achegarnos a Nova Iorque cun concerto único "The Ultimate Jazz Earth-tet"con músicos neoiorquinos e galegos. Todo isto sen deixar de lado ó resto da Península Ibérica e Galiza.

En segundo lugar, o Pontejazz inclúe un Workshop con tres dos músicos máis sobresaintes do jazz neoiorquino coma son Jonathan Kreisberg (guitarra), Jaleel Shaw (saxo alto) e Donald Edwards (batería), que farán de Pontevedra o referente do aprendizaxe e perfeccionamento deste estilo durante unha semana, sen desbotar os Obradoiros abertos ó público en xeral.

En terceiro lugar, o Pontejazz asenta unha jam-session, moi necesaria en calquer festival e que permitirá a tódolos músicos participar do evento e tocar cos artistas presentes en Pontevedra.

En resumo, un programa completo que fai de Pontevedra a capital galega do jazz.



PRAZA DA PEREGRINA

Luns 18 de Xullo ás 21h.
JOAO GUIMARAES + SPJ GROUP (Portugal/Galiza)
"Tributo a Charlie Parker"
Joao Guimaraes; Saxo alto
Max Gómez; Bateria
Virxilio da Silva; Guitarra
José Carlos Ferro; Contrabaixo
Xan Campos: Piano

Martes 19 Xullo ás 21h.
TGB (Lisboa, Portugal)
Sergio Carolino; Tuba
Mario Delgado; Guitarra
Alexandre Frazao; Batería


TEATRO PRINCIPAL

Mércores 20 de Xullo ás 22h.
SUMRRA (Santiago de Compostela, Galiza)
Manolo Gutiérrez; Piano
Xacobe Martínez; Contrabaixo
Luis Alberto Rodríguez; Batería

Xoves 21 de Xullo ás 22h.
THE ULTIMATE JAZZ EARTH-TET (Galiza-USA)
Jonathan Kreisberg; Guitarra
Jaleel Shaw; Saxo alto
Paco Charlìn; Contrabaixo
Donald Edwards; Bateria

JAM-SESSION
Do 19 ó 23 de Xullo
-JOAO GUIMARAES + SPJ GROUP (Portugal/Galiza)
"Tributo a Charlie Parker"
Joao Guimaraes; Saxo alto
Max Gómez; Bateria
Virxilio da Silva; Guitarra
José Carlos Ferro; Contrabaixo
Xan Campos: Piano


PONTEJAZZ WORKSHOP
Do 18 ó 22 de Xullo no Antigo Conservatorio
O "Pontejazz Workshop" será unha das grandes apostas deste XIIIº Festival Internacional de Jazz de Pontevedra, xa que está concebido como un proxecto de formación dunha semana de duración, dentro da programación do festival. Para facer isto posible e atractivo de cara ós músicos de jazz, o "Pontejazz Workshop" achegará a Pontevedra a tres dos músicos máis destacados de Nova Iorque, baixo a dirección pedagóxica de Paco Charlín.


Jonathan Kreisberg (guitarra):
Poseé unha ampla experiencia en diversos estilos ( fussion, rock, música sinfónica, etc.) ata achegarse definitivamente ó jazz. JK ten acompañado a artistas da talla de; Joel Frahm, Greg Tardy, Jeff Andrews, Josh Roseman, Donald Edwards, Jane Monheit, Dr. Lonnie Smith, Ari Hoening, Johannes Weidenmueller, Yosvany Terry, Mark Ferber, Bill Stewart, Larry Grenadier ou Lenny White entre outros. A experiencia docente de JK é bastante ampla e inclue aulas e workshops na New School, City College, Philadelphia College of the Arts, Mannes School of Music, "Tavira em Jazz" en Portugal, etc. Coma lider xa gravou tres discos: JONATHAN KREISBERG TRIO(1996) e TRIOING(2001), e NINE STORIES WIDE(2004) no selo CrissCross Jazz.

Jaleel Shaw (saxo alto):
Graduado na prestixiosa BERKLEE COLLEGE OF MUSIC de Boston, é un dos novos saxofonistas da escea jazzistica de Nova Iorque. Na sua intensa traxectoria como "performance" xa ten colaborado con artistas de renome coma; Clark Terry, EJ Strickland, Roy Hargrove, Christian McBride, Jeff "Tain" Watts, Arturo Sandoval, Johnathan Blake, Nicholas Payton, Jeremy Pelt, David Kikoski, Rodney Green, a Village Vanguard Orchestra, e a Count Basie Orchestra. Na actualidade Jaleel é un dos solistas da coñecida Charles Mingus Big Band, e lidera o mesmo tempo o Jaleel Shaw Quintet, co que recentemente gravou o seu primeiro disco chamado PERSPECTIVE para a discográfica catalana Fresh Sound.

Donald Edwards (batería):
E un dos baterías máis solicitados de Nova Iorque, a sua sona mundial dentro dos grandes festivais de jazz faise notar por ter tocado con infinidade de mestres dunha longa lista, na que podemos salientar; Ugonna Okegwo, Mark Whitfield, The Charles Mingus Dinasty, Xavier Davis, Frank Lacy, Elis Marsallis, Ray Drummond, Peter Martín, Charlie Hunter, Roland Guerin, Nicholas Payton, Jesse Davis, Kenny Drew Jr., Peter Bernstein, Eddie Henderson, Robert Glasper, entre moitos outros. Os seus dous ultimos traballos discográficos; DUCKTONES e IN THE VERNACULAR, son acollidos pola critica americana como o seguinte paso do jazz moderno.


Mais informação em: www.pontejazz.org
2005/07/14

O Porto Aqui Tão Perto


Este fim-de-semana há viagem obrigatória ao Porto. Amanhã, sexta-feira, é dia de E.S.T. (Esbjörn Svensson Trio) na Casa da Música. Este trio, que já apresentou um dos melhores discos deste 2005 ("Viaticum"), promete um grande concerto no edifício de Rem Koolhaas. E no sábado é dia da pianista japonesa Aki Takase interpretar, com o seu grupo (que inclui, por exemplo, o grande baterista Paul Lovens), a música do pianista Fats Weller - em Serralves, à tarde. E o Porto aqui tão perto...
2005/07/13

Estoril Jazz, 2ª Parte


Serviço completo: a segunda parte da reportagem sobre o Estoril Jazz já se encontra no "site do costume". Um resumo das actuações de Charlie Parker Legacy Band, Roy Haynes e Count Basie Orchestra pode ser encontrado aqui:

Estoril Jazz 2005 / Jazz Num Dia de Verão (2.ª Parte)

Canções Subterrâneas


Ilustração de Felisbela Fonseca

Com a gentileza da amiga Polegar, fui hoje ao concerto d'A Naifa na Aula Magna. A banda apresentou a sua fusão particular entre uma espécie de fado e música pop moderna num concerto simpático. Com este espectáculo de hoje é já o quinto dia consecutivo a frequentar concertos - espero em breve ser contactado por alguém da organização do Livro dos Records do Guiness.
2005/07/12

Godmother of Funk!


O concerto de Sharon Jones ontem, dia 11, no Santiago Alquimista foi um super-acontecimento. Depois de, durante a tarde, ter comprovado a extrema simpatia e sentido de humor da senhora, à noite fui um dos privilegiados que assistiu a um espectáculo fenomenal, indescritível. Se a música dos Dap Kings em disco já é bastante sugestiva, ao vivo é uma explosão de energia, alegria e sensualidade. Sharon Jones esteve possuída durante a noite toda e arrasou com tudo. Com o público a dançar desde o início até ao fim, foi um concerto onde se demonstrou em toda a plenitude o que quer dizer a palavra “espectáculo”. Sem dúvida alguma, do melhor que já vi na vida. Por tudo isto, hoje foi dia de trajar com um pin HDB (mais uma vez, design do Óscar!).


2005/07/10

Cascais & Shopping


Para além de ter assistido a alguns grandes momentos de jazz no Estoril, especialmente através da prestação de Vincent Herring, ou de ter estado na presença das lendas vivas Jimmy Cobb e Roy Haynes (comentários aos concertos para breve), aproveitei também para espreitar a banca de venda de cd’s. E não resisti a trazer para casa algumas pechinchas verdadeiramente imperdíveis:


Joe Lee Wilson & Bond Street: “What It Would Be Without You”
[Survival/Knit Classics, 1975]

O cantor Joe Lee Wilson, colaborador de Archie Shepp (cf. “Attica Blues”), faz-se acompanhar de gente como Ronnie Boykins, contrabaixista da Arkestra de Sun Ra, ou do percussionista Rashied Ali e apresenta um disco muito curioso e variado. Só pela versão do “Blue Train” já vale a pena.



The Kevin Norton Ensemble & Anthony Braxton: “For Guy Debord”
[Barking Hoop, 1998]

Registo de livre improvisação onde o percussionista Kevin Norton convida o grande Anthony Braxton para se juntar ao seu grupo (Bob DeBellis, David Bindman, Tomas Ulrich & Joe Fonda) numa sessão de espontaneidade gratificante.



Dizzy Gillespie / Stan Getz / Sonny Stitt: “For Musicians Only”
[Verve, 1956]

Três dos melhores músicos de sempre, reunidos numa gravação de Norman Granz de 1956, dão uma lição de classe nas interpretações sublimes de “Bebop”, “Dark Eyes”, “Wee” e “Lover Come Back To Me”.



Aldo Romano: “Alma Latina”
[Owl, 1983]

O baterista italiano Aldo Romano reúne um grande grupo, onde se inclui o guitarrista Philip Catherine, para interpretar a sua versão da alma latina – com muita técnica, fusão e sentimento.

How Long Do I Have to Wait for You?




É já amanhã.
Sharon Jones & the Dap-Kings, 2ª feira, no Santiago Alquimista.
2005/07/08

The Defiant One




Booker Little.

Big Band do Oeste


Através de um comentário de José Menezes tive oportunidade de descobrir o site da Big Band do Oeste. Este é um novo combo nacional composto por quase duas dezenas de elementos e que tem como convidados gente como Naná Sousa Dias, Johannes Krieger ou Peter Wetherill. A banda estreia-se hoje, sexta-feira dia 8, em Torres Vedras, seguindo-se depois novas datas (ver no site). No site pode ser também consultada informação sobre a formação, história e até temas apresentados, sendo mesmo possível escutá-los (disponíveis em MP3).

www.bigbandoeste.com
2005/07/07

'Round About

Num fim de tarde especial, hoje passei pela loja Discolecção. É impossível ficarmos indiferentes à grande oferta de discos em vinil que esta loja apresenta. Para além das secções de Rock e de Soul/Funk, a secção de Jazz está muito bem composta, encontrando-se recheada de grandes discos, muitos clássicos, algumas pechinchas e também algumas raridades apetitosas. Desta visita demorada a este templo de discos trouxe para casa uma deliciosa edição em vinil do clássico de Miles Davis: “Round About Midnight”. Hoje a minha casa ficou mais bonita.

Mile Davis, 'Round About Midnight

Discolecção: Calçada do Duque 53 A, Lisboa.
2005/07/05

Estoril Jazz, 1ª Parte


O rescaldo do primeiro fim de semana do Estoril Jazz já se encontra online no bodyspace. Uma pequena apreciação pessoal aos concertos de Von Freeman, Houston Person e Peter Cincotti pode ser consultada através deste link:

Estoril Jazz 2005 / Jazz Num Dia de Verão (1.ª Parte)
2005/07/04

Restyling


"A Forma do Jazz" foi vítima de uma operação cosmética. O culpado foi o meu amigo e excelente designer Óscar Alves, que com a sua arte deu um novo encanto a esta casa. Obrigado Óscar!

www.aflyintheweb.com

14º Jazz No Parque


De 9 a 23 de Julho decorre no parque da Fundação de Serralves, no Porto, a 14ª edição do mini-festival JAZZ NO PARQUE. Entre os dias 9 e 23 de Julho, teremos oportunidade de ver o grupo do contrabaixista nacional Zé Eduardo, o quinteto da pianista Aki Takase a tocar temas de Fats Weller e ainda o Julius Hemphill Sextet orientado por Marty Ehrlich.

Programa:

9 Julho
ZÉ EDUARDO UNIT
Bruno Pedroso (bateria)
Jesus Santandreu (sax tenor)
Zé Eduardo (contrabaixo)

16 Julho
AKI TAKASE plays FATS WALLER
Aki Takase (piano)
Eugene Chadbourne (voz, banjo)
Nils Wogram (trombone)
Paul Lovens (bateria)
Rudi Mahall (clarinete, contrabaixo)

23 Julho
THE JULIUS HEMPHILL SEXTET
Marty Ehrlich (saxofone alto)
Matana Roberts (saxofone alto)
Andy Laster (saxofone alto)
J.D. Parran (saxofone tenor)
Andrew White (saxofone tenor)
Alex Harding (saxofone barítono)
2005/07/03

Um Toque de Jazz [Programação de Julho]


Aqui fica a programação do mês de Julho do programa de Manuel Jorge Veloso na Antena 2. Atenção, na nova grelha de Verão (Julho/Agosto/Setembro) o programa passará a ser transmitido, em primeira emissão, aos domingos das 12.00 às 13.00, com repetição às quintas-feiras, das 22.00 às 23.00.



03.07.05 (e 07.07.05) – Concertos europeus (1) – Hoje: O duo Uri Caine (piano, EUA) – Paolo Fresu (trompete, Itália), num concerto realizado em 03.04.04 no Cully Jazz Festival (Suiça). Gravação cedida pela Eurorádio.

10.07.05 (e 14.07.05) – Concertos europeus (2) – Hoje: o trio de Jef Neve (piano, Bélgica) com o convidado especial Bert Joris (trompete, Bélgica), num concerto realizado em 30.04.04 no Centro Cultural De Werf, em Bruges (Bélgica). Gravação cedida pela Eurorádio.

17.07.05 (e 21.07.05) – Concertos europeus (3) – Hoje: o quarteto do saxofonista eslovaco Milo Suchomel, com Klaudius Kovac (piano), Stefan Bartus (contrabaixo) e Marian Sevcik (bateria), num concerto realizado em 26.03.04 nos estúdios da rádio eslovaca (Bratislava). Gravação cedida pela Eurorádio.

24.07.05 (e 28.07.05) – Concertos europeus (4) – Hoje: o trio do pianista franco-americano Jacky Terrasson, com Sean Smith (contrabaixo) e Gerald Cleaver (bateria), num concerto realizado em 08.06.03 no Inntoene Jazz Festival em Diersbach (Áustria). Gravação cedida pela Eurorádio.

31.07.05 (e 04.08.05) – Concertos europeus (5) – Hoje: o trio do pianista sueco Lars Jansson, com Christian Spering (contrabaixo) e Andrs Kjellberg (bateria), num concerto realizado em 24.10.03 no Festival de Jazz de Umeå (Suécia). Gravação cedida pela Eurorádio.

Emissão online: RDP Antena 2

Days of Wine and Roses


Este fim de semana será de uma imensa turbulência trabalhosa - de dia, sol e praia; à noite, jazz no Estoril. Os comentários sobre os primeiros concertos do festival "Jazz Num Dia de Verão" estão para breve. Entretanto, condizente com o tempo solarengo, uma audição recuperada, sax tenor clássico e quente:



Gene Ammons: "Bad! Bossa Nova"
[Verve, 1962]
2005/07/01

Festival Músicas do Mundo 2005


O Festival Músicas do Mundo é, sem qualquer sombra de dúvida, um dos melhores festivais de música portugueses. A edição deste ano recebe nomes como Hermeto Pascoal, Kimmo Pohjonen / KTU, Marc Ribot, Master Musicians of Jajouka e Konono nº 1 e decorre entre os dias 28 e 30 de Julho. Um dos principais destaques da programação desta edição é a presença de Marc Ribot, um dos maiores guitarristas do nosso tempo:



Existe uma guitarra eléctrica em que cabe toda a música popular. Uma guitarra com uma história em bandas de rock, acompanhando mestres da soul, participando em álbuns de Costello e Waits, emancipando-se no jazz, tocando e componho música erudita, criando um dos mais geniais discos da história da fusão (“Y Cubanos Postizos”).

Em Sines, essa guitarra, a guitarra de Marc Ribot, apresenta-se com três amigos e são as amizades que normalmente constituem a melhor pista sobre o que o músico desta vez vai tocar.

O baixista Jamaaladeen Tacuma e o baterista Calvin Weston, colaboradores de Ornette Coleman, prometem que vai haver incursões pelo free jazz em modo funk.

Anthony Coleman, no piano e teclados, com experiência ligada à Radical Jewish Culture, pode introduzir uma nota klezmer no caldeirão.

Antecipa-se uma jam-session à antiga, com a capacidade de improvisação destes músicos de excepção a dissolver fronteiras entre a soul de Philadelphia, o jazz, o funk e até mesmo o noise rock e o punk.

Muita ironia sonora, olhares de viés para a tradição, atonalidades e distorções, e sobretudo muita imaginação, numa torrente sonora para amantes da música onde tudo ainda é possível.


Mais informações sobre o festival aqui.

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