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stereo (2K)
2005/05/31

tvedrasjazz


Depois de alguns anos de relativa ausência o Jazz voltou a Torres Vedras.

Ao longo dos últimos meses a multiplicação de eventos em torno do Jazz tem permitido uma reaproximação entre este tipo de música e um público de todas as idades mas maioritáriamente jovem, curioso e interessado pelo género, que não perde a oportunidade de assistir a um espectáculo e de seguir atentamente o que se passa no palco.

Acreditamos estar na altura de Torres Vedras voltar a ter uma programação regular de Jazz, convicção essa partilhada pela autarquia torreense em colaboração com a qual surge agora o tvedrasjazz.

Ao longo de duas semanas, cinema, fotografia e concertos animarão a zona histórica da cidade num evento que, queremos acreditar, virá a marcar a vida cultural da Região.

Com uma programação maioritáriamente nacional, para além da música e boa disposição dos Desbundixie, passarão pelo palco ao ar livre do tvedrasjazz nomes como Laurent Filipe, Pedro Madaleno ou o saxofonista francês François Corneloup acompanhado pelos Lokomotiv de Carlos Barretto.

Na sala de exposições dos Paços do Concelho a fotógrafa Rosa Reis dará a conhecer ao longo destas duas semanas a sua profunda paixão pelo Jazz numa exposição intitulada “Imagens com Jazz”.

No Teatro-Cine de Torres Vedras vão poder ser apreciados alguns dos melhores momentos de cumplicidade entre o cinema e o Jazz. Realizadores como Otto Preminger ou Antonioni, bandas sonoras de Ellington ou Herbie Hancock partilharão o ecrã ao longo dos quatro filmes que compõem este ciclo todos eles apresentados pelo conceituado crítico Raul Vaz Bernardo.

Referindo o empenhado apoio da Câmara Municipal de Torres Vedras esperamos com este primeiro tvedrasjazz contribuir para a presença regular do Jazz na vida cultural dos torreensese da Região de forma a poder partilhar com eles toda a imensa liberdade que o Jazz tem para oferecer.


José Menezes, Direcção Artística




Mais informações: www.tvedrasjazz.com

Ayler


Há novo texto no bodyspace, desta vez sobre o disco "Music is the Healing Force of the Universe" de Albert Ayler - sai mais uma contribuição para a secção vintage. O texto pode ser consultado aqui.



Albert Ayler: "Music Is the Healing Force of the Universe"
[Impulse!, 1969]

Jantar!


O blog Poetry Lands convida os seus leitores para um jantar no dia 11 de Junho, sábado, na Taverna "O Caldeiro"! A Alquimia Submersa também marcará presença, assim como os seus leitores... Será uma noite de tertúlia e boa disposição. É favor confirmar a presença.



Rua Amoreiras-Rato 47
1250-022 LISBOA

Preço médio por pessoa 14€
2005/05/29

Beneath the Underdog


Como resultado do primeiro passeio pela feira do livro do parque Eduardo VII trouxe para casa uma mão cheia de livros. Primeiro que tudo, três exemplares para completar a colecção Lobo Antunes ("A Ordem Natural das Coisas", "Auto dos Danados", "Segundo Livro de Crónicas"), devidamente rabiscados pela divindade himself. Por falar em divindades, e agora passando para o domínio do imaginário mítico popular nacional, uma pechinca: "Tantos Anos de Poesia" de José Cid (MG Editores, 2000), por apenas 1,5€. E, no meio dos saldos, uma biografia de uma dos maiores jazzmen de sempre: "Abaixo de Cão" ("Beneath the Underdog", no original) de Charles Mingus (Assírio e Alvim, 1982), por 5 €. Hei-de lá voltar.


Adriana


Lá longe no meio do Atlântico há uma ilha perdida e nessa ilha açoriana há uma rapariga que vem ao continente à procura de "constituir família por métodos naturais". Em Lisboa há personagens excêntricas e música de Amália. Depois de uma breve viagem chegamos a uma praia (Esposende). E ainda há falsários, sotaques cerrados e o Zeca Medeiros. "Adriana" é um filme bonito de Margarida Gil. E porque é que num blog de jazz se escreve sobre este filme? Porque apetece... e, já agora, pelo meio do filme há um saxofone que, sozinho, preenche e interliga momentos da fita. Adriana (mais uma óptima interpretação de Ana Moreira) é uma menina encantada numa pequena odisseia poética portuguesa.


Vitória


Desta vez foi a vez de Setúbal festejar. Parabéns ao VFC, e em especial ao seu mais fervoroso adepto, pela vitória épica e merecida.


2005/05/27

Altas Luzes


Uma saudação para a inauguração do weblog de Rita Carmo, fótografa nacional especializada na área da música, que em 2003 publicou o livro "Altas Luzes" (Assírio & Alvim). Rita Carmo trabalha com o jornal Blitz desde 1992, para além de colaborar com várias outras publicações, e é a responsável por algumas das mais belas fotos dos nossos artistas, como por exemplo esta:



Carlos Bica, Jardim de Inverno do Teatro São Luiz
2005/05/26

Jazz Ao Centro


É já para a semana que começa um dos melhores festivais de jazz do nosso país. O Jazz Ao Centro, que vai na 3ª edição, já é uma referência incontornável no nosso panorama de concertos. O Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, acolherá a I Parte deste festival, onde actuarão nomes como Lou Grassi, Michel Portal, Louis Sclavis e Rudresh Mahanthappa.

Jazz Ao Centro / Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra 2005, I Parte

2 Junho, 5ª Feira
21:30: João Paulo (solo)
23:00: Lou Grassi's Avanti Galoppi (Rob Brown, Herb Robertson, Ken Filiano)

3 Junho, 6ª Feira
21:30: Michel Portal / Louis Sclavis / Sebastien Boisseau / Daniel Humair

4 Junho, Sábado
21:30: Rudresh Mahanthappa Quartet (Rudresh Mahanthappa, Vijay Iyer, François Moutin, Elliot Humberto Kavee)
23:00: JACC Workshop Orchestra, Direcção Adam Lane

The Man With the Horn


No 79º aniversário do nascimento de Miles Davis.



The music, all is lost for now
to a muted trumpeter's swan.

(Brian Wilson, Surf's Up)

Nobody's Bizness If We Share the Blues with You


Carregado em ombros e rodeado de flores, o colectivo mais glorioso de Lisboa (e que felizmente tem o bom gosto de não usar calções ou meias pelo joelho) regressa ao Catacumbas para celebrar acontecimentos verdadeiramente importantes, como a baixa de preços no Pingo Doce.

Não fazemos os fãs esperar 11 anos, nem 1, nem dois meses sequer e não tencionamos massacrar ninguém com êxitos dos Queen ou buzinas ofensivas para ouvidos mais sensíveis e, por isso mesmo, trazemos bálsamos variados para almas cansadas, feitos à medida e entregues na hora a quem se chegar à frente e der pancadinhas na cabeça do Pedro Ferreira, esse grande bacano da guitarra. É tamanha a nossa glória que tememos não caber no Bairro Alto e já providenciámos cadeirinhas de lona e jornais para proteger a cabeça, arcas frigoríficas com diversos pitéus, chouriços (com opção de soja para os vegetarianos), broas, sardinhas assadas e garrafões de vinho martelado ao longo do Largo Camões para que ninguém se sinta excluído desta magnífica celebração. Afinal, não é todos os dias que o Pingo Doce baixa os preços. Para participar desta festa inacreditável, basta que se dirijam em fila indiana ao nº 46 da Travessa Água da Flor, por volta das 23h12, e que entreguem ao Sr. Baptista, na recepção do Catacumbas, os dados dos vossos cartões de crédito para posterior análise pela Comissão de Festas.

Os verdadeiros gloriosos:

Petra – Voz, CEO da Comissão de Festas, impulsionadora de campanhas promocionais e casting para os anúncios na televisão. Um génio, portanto.

CatMan – Voz, harmónicas, responsabilidade absoluta pela baixa de preços na área de higiene pessoal do Pingo Doce.

Luís Ferreira – Guitarras e de resto, não percebemos muito bem qual o papel exacto dele nas celebrações Pingo Docenses.

Pedro Ferreira – Guitarra, coros e há quem diga que ele é a verdadeira Patrícia Bonito, responsável da área de alimentação animal. Não confirmamos nem desmentimos.

Luís Oliveira – Baixo, coros e verdadeira Jóia da Coroa. Responsável pela área de pequeno almoço e culpado pela existência de cereais ricos em fibra.

Recapitulando, isto não é uma promoção, são os concertos sempre fantásticos da Nobody's Bizness, dia 26, Quinta-feira, no Catacumbas Jazz Bar. A entrada é livre, a broa é que não.

Passa esta mensagem a toda a tua lista de contactos, senão o mais provável é acabares como os meninos do Pingo Doce, a dizer "preços sempre báchos" e eliminar os "i"'s das palavras. É grave, é muito grave.

Feira do Livro


No seguimento do lançamento do livro CARTAS A MÓNICA, o meu amigo Paulo Ferreira, colega de outras alquimias, estará na feira do livro a conversar com quem quiser aparecer. Eis as datas e locais:

- Feira do Livro de Lisboa:
28 de maio (sábado) às 17h, bancada Quasi;

- Feira do Livro do Porto:
04 de junho (sábado) às 17h, bancada Quasi.

Cartas a Mónica
2005/05/25

Let's Jazz


O jornal Público começou hoje uma nova série de coleccionáveis: "Let's Jazz". Ao longo de 31 volumes, cada um composto por um livrinho e um cd, será possível ficar a conhecer melhor o fascinante universo da música do improviso. Colecção altamente recomendável.



Mais informação aqui.

Serralves em Festa


Serão 40 horas seguidas de música, dança, teatro, cinema, debates, oficinas, visitas guiadas e muitas outras actividades que o público poderá seguir, gratuitamente, entre os dias 4 e 5 de Junho, nos diversos espaços da Fundação de Serralves. Na sua primeira edição, no ano passado, o evento levou centenas de pessoas a circular pelo museu durante toda a noite, enquanto decorria no jardim uma festa de música electrónica.

O programa deste ano volta a reunir um conjunto eclético de propostas, em que se destaca a presença do compositor Craig Armstrong, que colaborou já com Madonna, Bono e Massive Attack. A sua actuação terá lugar no campo de ténis, onde será acompanhado pela alemã AGF e por Vladislav Delay. No mesmo local, actuará também a Orquestra Nacional do Porto e, no auditório, o pianista Miguel Borges Coelho, que irá interpretar obras de Jorge Peixinho. No prado de Serralves haverá concerto da Mingus Big Band, criada pela viúva do compositor Charles Mingus. E, pela noite dentro, as alquimias de Soul Jazz Sound System e Tigersushi Bass System.


In DN Online

Vai Já Passar




QUINTETO TATI, com a cantora convidada Petra

Melodias tristes, amor e poesia, logo à noite no Fórum Lisboa.

Rufus




Rufus Harley, jazz de gaita-de-foles.
2005/05/23

Campeões!



[Foto: Reuters]

Sport Lisboa e Benfica, Campeão Nacional 2004/2005
2005/05/21

2005, Jazz


E agora é a vez de analisar a produção jazz deste ano de 2005. Ainda falta muito até Dezembro, mas até agora já saíram alguns bons discos. Aqui fica uma meia dúzia de preferidos:

Dave Douglas & Nomad - Mountain Passages (Greenleaf, 2005)
Esbjörn Svensson Trio - Viaticum (Act, 2005)
Jeff Parker - The Relatives (Thrill Jockey, 2005)
Pat Metheny Group - The Way Up (Nonesuch, 2005)
Jaga Jazzist - What We Must (Ninja Tune, 2005)
William Parker - Luc's Lantern (Thirsty Ear, 2005)

Dave Douglas & Nomad - Mountain Passages EST - Viaticum Jeff Parker - The Relatives Pat Metheny Group - The Way Up Jaga Jazzist - What We Must William Parker - Luc's Lantern
2005/05/19

Matosinhos em Jazz




19 de Maio (quinta-feira)
Quarteto de Carlos Martins
Gary Burton´s "Generations" Band


20 de Maio (sexta-feira)
Johnny Blues Band
Lonnie Brooks Band


21 de Maio (sábado)
Barbara Hendricks & Magnus Lindgren Quartet
2005/05/17

Às 23h56 de Uma Noite de Terça Feira


Apetecendo-me divagar alegremente, mas sem mudar muito de dimensão, hoje sugeria uma nova série de posts: combinações improváveis (oh, que pobreza, estes delirantes devaneios criativos...). A primeira (e provavelmente única) "combinação improvável" foi mesmo agora acabadinha de descobrir. Enquanto ouvia um grande concerto de Charles Mingus, apropriadamente designado "The Great Concert of Charles Mingus", pus água a aquecer e preparei uma infusão com um dos novos sabores Lipton Pyramid®: Caramelo/Baunilha. E que maravilha… Levemente adoçado com uma colher pequena de açúcar amarelo fica perfeito como acompanhamento à música do genial Mingus. O concerto em causa é uma gravação em Paris, com um grupo composto por Clifford Jordan (tenor sax), Jaki Byard (piano), Johnny Coles (trompete), Dannie Richmond (bateria) e o gigante Eric Dolphy (que acabaria por falecer pouco tempo depois deste concerto). A música, soberba, é da melhor que Mingus compôs e gravou. O chá aquece-nos o corpo e a música aquece-nos a alma. Com aroma de caramelo e baunilha, o som doce e cremoso do grupo de Mingus eleva-nos o espírito.



Charles Mingus: "The Great Concert of Charles Mingus"
[Verve, 1964]

Life On Mars


Encontra-se já disponível no site www.bodyspace.net um novo texto, desta vez sobre o último registo da editora Loop Recordings, o disco "The Pyramid Sessions" de Rocky Marsiano (na foto abaixo acompanhado de T-One, guitarrista dos Mr.Lizard). O texto pode ser consultado aqui.


2005/05/16

Seminário Permanente de Jazz de Pontevedra




Por vezes encontramos casos exemplares. Acontecem muito raramente e ficamos espantados a pensar como é possível. Pontevedra é uma cidade da Galiza, irremediavelmente afastada dos centros de decisão e de cultura espanhóis (Barcelona, Madrid). No entanto, a má sorte imposta pela geografia não impede a cidade de viver (e bem). Desde que em 2001 foi fundado o “Seminário Permanente de Jazz de Pontevedra”, já foram organizadas mais de três dezenas de actividades, entre espectáculos e workshops. Pela granítica cidade já passaram grandes músicos, espanhóis e europeus, e mesmo alguns dos mais conceituados nomes do jazz português: Carlos Barretto, João Moreira, Zé Eduardo, Hugo Alves, Nuno Ferreira, Maria João & Mário laginha, Rodrigo Gonçalves, etc. O trabalho desta organização tem sido exemplar, na educação de novos músicos, na promoção de concertos, na edição de trabalhos discográficos. E a amplitude do seu trabalho começa a espalhar-se por toda a região da Galiza. Os resultados mais visíveis são as edições discográficas e eu tive o prazer de escutar dois trabalhos: “Gajaezzia” e “Jazz Live! No Principal, Vol.1” . “Gajaezzia” é o resultado do trabalho dos alunos galegos do curso de 2003/2004 e para além de um evidente bom gosto revela uma grande maturidade dos executantes. Já o disco “Jazz Live! No Principal, Vol.1” é composto pelas gravações de três espectáculos no Teatro Principal onde participaram dois grandes músicos portugueses - o contrabaixista Carlos Barretto e o trompetista João Moreira - com o trombonista Carlos Martín, em que este trio se fez acompanhar pelo SPJ Group, um grupo composto pelos alunos e professores do Seminário Permanente de Jazz de Pontevedra. O resultado é ainda melhor que o disco anterior, os músicos consagrados estão ao seu nível habitual (elevado) e os “aprendizes” esforçam-se por fazer boa figura - e conseguem o objectivo proposto. A selecção de temas é soberba (Charles Tolliver, Wayne Shorter, Hancock, Woody Shaw, Monk), assim como o resultado final, o disco. Por vezes encontramos casos exemplares. O Seminário Permanente de Jazz de Pontevedra é um deles.

I Can’t Wait to Go to Work


Começou hoje uma nova etapa na minha vida profissional, iniciei-me hoje no meu emprego novo. Agora estou a trabalhar ao pé da Avenida da Liberdade, a dois passos da Cinemateca. Para celebrar esta mudança é altura de ouvir música nova, de preferência de algum grande nome da música actual. E que tal William Parker? Parece-me bem. Vou já ali buscar o novo disco do grande contrabaixista: “Luc’s Lantern”. Daqui a uns tempos pode sair algum comentário sobre esta música.



William Parker: “Luc's Lantern”
[Thirsty Ear, 2005]

Adeus Fernando Magalhães


Faleceu hoje Fernando Magalhães, jornalista do Público. Fernando Magalhães foi durante anos responsável pela escrita sobre a música pop/rock e educou muita gente com os seus apontamentos, cheios de humor e com um estilo inigualável. Pessoalmente aprendi muito com este grande senhor, através dos textos do Público ou dos suplementos “Sons” ou “Y”, foi ele o responsável directo pelo fascínio com os grupos do rock progressivo, krautrock e demais estéticas dos 1970s e por uma imensidão de outras descobertas. Ultimamente dedicava-se ao jornalismo de jazz, mas sempre foi uma pessoa de exemplar espírito aberto, a acompanhar permanentemente a evolução da música, interessado em áreas distintas como o rock, a electrónica, a música improvisada. Muitas das novidades que publiquei no blog foram noticias originalmente escritas por ele. O jornalismo português sofre uma grande perda, um grande mestre. Os meus sentimentos. Até sempre, Fernando.
2005/05/15

Jazz Em Agosto / Gulbenkian 2005


Estamos em maré de boas notícias. Depois da vitória benfiquista no derby de ontem, hoje foi dia de tomar conhecimento, através do Jazz e Arredores, do programa da edição deste ano do festival de jazz e música improvisada da Fundação Calouste Gulbenkian, "Jazz Em Agosto". E o cartaz deste ano é muito entusiasmante, ao apresentar alguns grandes nomes clássicos e alguns dos valores seguros da actualidade. Alguns concertos deverão ser imperdíveis: Globe Unity Orchestra, Schlippenbach Trio, Atomic, Jaga Jazzist, Sylvie Courvoisier + Ikue Mori + Susie Ibarra ou Fast’n Boulbous: The Captain Beef Heart Project, por exemplo. Bem, e agora vou começar a preparar a minha tenda para acampar durante uma semana nos jardins da Gulbenkian.


JAZZ EM AGOSTO 2005

Fundação Calouste Gulbenkian
Lisboa, 5 - 13 de Agosto

5 de Agosto
21h30 – Globe Unity Orchestra (ALM)

6 de Agosto
15h30 – Jean-Marc Foltz + Bruno Chevillon (FRA)
18h30 – Schlippenbach Trio (ALM / ING)
21h30 – Ta Lam Zehn (ALM)

7 de Agosto
15h30 – Jean-Luc Cappozzo + Axel Dörner + Herb Robertson (FRA)
18h30 – Iréne Schweizer + Pierre Favre (SUI)
21h30 – Atomic (NOR)

10 de Agosto
21h30 – Sound of Choice + Ixi (DIN + FRA)

11 de Agosto
15h30 – Ensemble Raum (POR)
18h30 – Mark Dresser + Denman Maroney + Michael Sarin (EUA)
21h30 – V16 (EUA)

12 de Agosto
15h30 – Jorge Lima Barreto (POR)
18h30 – Hans Koch + Martin Schütz + Fredy Studer (SUI)
21h30 – Jaga Jazzist (NOR)

13 de Agosto
15h30 – Erik Friedlander – violoncelo solo (EUA)
18h30 – Mephista: Sylvie Courvoisier + Ikue Mori + Susie Ibarra (SUI/JAP/EUA)
21h30 – Fast’n Boulbous: The Captain Beef Heart Project (EUA)
2005/05/14

Ali Farka Touré!


Segundo anuncia Luís Rei nas Crónicas da Terra, Ali Farka Touré vai apresentar-se ao vivo em Lisboa. O concerto será no dia 22 de Julho no Anfiteatro Keil do Amaral, em Monsanto. Será uma oportunidade única para ver uma das maiores figuras da música africana ao vivo.

Favoritos/essenciais:
TALKING TIMBUKTUNIAFUNKERED & GREEN
2005/05/13

Relatividade




Jeff Parker: "The Relatives"
[Thrill Jockey, 2005]

Este disco anda em audição fresca por estas bandas. Jeff Parker, o guitarrista pós-rocker colaborador de Tortoise e Isotope 217, fornece-nos desta vez uma dose concentrada de jazz planante com sabor clássico, mas muito sedutor. Esta rodela vai voltar a rodar muitas vezes por aqui.
2005/05/11

Devil’s Paradise



Ellery Eskelin / Ray Anderson / Mark Dresser / Gerry Hemingway



Gerry Hemingway: Devil’s Paradise
[Clean Feed, 2004]

Asseiceira Jazz



Zé Eduardo Goes America!


Como consequência do bom acolhimento por parte da crítica norte-americana ao disco “A Jazzar no Zeca” (Clean Feed, 2004), o Zé Eduardo Unit apresenta agora uma mini-tour pela costa Este dos Estados Unidos no próximo mês de Junho. O grupo, composto por Zé Eduardo (contrabaixo), Jesus Santandreu (sax tenor), Sónia “Little B” Cabrita (bateria) e Elsa Roch (oboé), vai percorrer o seguinte itinerário:

Dia 10 / Boston - MimSeries @ AAL Gallery (The Artists-at-Large Gallery)
Dia 11 / Baltimore - "An Die Musik" Jazz Festival
Dia 12 / NYC - CBGB
Dia 13 / NYC - Downtown Music Gallery

Ainda sobre Zé Eduardo, a Associação Grémio das Músicas (entidade da qual o músico é presidente da direcção) apresenta um site renovado, com novos conteúdos e funcionalidades. O novo site pode ser consultado aqui: www.gremiodasmusicas.org.
2005/05/10

Where's The Love?




Quinta, Sexta e Sábado (dias 12, 13 e 14 de Maio) às 23h00 na Galeria Zé dos Bois.

The Great




Von Freeman: "The Great Divide"
[Premonition, 2004]

Ouvir o último disco de Von Freeman devia ser um acto especial. Apenas reservado para momentos sublimes. Ou então para quando procurarmos uma reconciliação - com o jazz, com a música, com a vida. "The Great Divide" é um assombro, de tão bonito que é. E tão aparentemente simples, onde se esconde a classe de uma vida inteira dedicada à arte de impressionar os ouvidos sensíveis. E é também uma homenagem a três músicos (gigantes) com quem Von partilhou o palco: Coleman Hawkins, Charlie Parker e Lester Young. Este reencontro é magnífico.

(By the way: Von Freeman estará no Estoril Jazz em breve. Estai atentos.)
2005/05/09

Bodyspace




Às vezes é só uma música, uma voz, aquilo que nos desperta e move para conhecer melhor um artista. Às vezes vamos pela conversa dos outros, dos que respeitamos e que têm um gosto musical suficientemente interessante para que não seja um crime deixarmo-nos influenciar. Às vezes queremos dar a conhecer a "nossa" música e fazê-la de todos. O Bodyspace surge precisamente neste último tópico, como um ponto de encontro de diversas linguagens e interesses musicais, e como centro de partida e chegada para uma comunidade de melómanos cada vez maior e mais exigente. Às vezes a música vive por si, mas de vez em quando precisa que os outros lutem pelo seu reconhecimento. Gostamos do que fazemos! Às vezes? Sempre.

O Bodyspace é assim. E agora, depois de um amável convite, passo a fazer também parte da equipa que trabalha este espaço. Espero conseguir trazer algo de novo a este ponto de encontro de latitudes musicais diversas. Para já, a minha contribuição começa com um texto sobre um disco clássico, apropriadamente arrumando na secção vintage: "School Days" pelo Steve Lacy/Roswell Rudd Quartet. Louie, I think this is the beggining of a beautiful friendship.

Keith Turns 60


Como muito bem relembrou o Vítor I., o genial pianista Keith Jarrett, um dos mais importantes músicos vivos, possuidor de uma carreira ímpar e finalista do "Grande Jogo do Jazz", celebra sessenta primaveras.

Parabéns, Keith.

2005/05/08

The Wire, May 05




Em destaque: um extenso artigo sobre o pianista alemão Alexander Von Schlippenbach.
2005/05/07

Soul Samba


E agora que os termómetros do país acusam temperaturas superiores ao legalmente permitido para esta época do ano, só nos resta procurar refúgio em caipirinhas e música refrescante. Como este disco.



Bola Sete: "At the Monterey Jazz Festival"
[Verve, 1966]

Dos Livros


Respondendo a um solicitação do Fernando, furto-me ao questionário pré-definido, mas deixo aqui uma pequena lista das últimas e futuras leituras. Porque nem só de jazz vive o homem!


Valerie Wilmer: "As Serious As Your Life" (Serpent's Tail, 1977)


Pau Auster: "A Noite do Oráculo" (Asa, 2004)


Chico Buarque: "Budapeste" (Dom Quixote, 2004)


John Steinbeck: "As Vinhas da Ira" (Livros do Brasil, 1939)


António Lobo Antunes: "Boa Tarde Às Coisas Aqui Em Baixo" (Dom Quixote, 2003)

Jazz In the House


Correspondendo às elevadas expectativas, a programação jazz da Casa da Música começa bem, estando agendadas para o mês de Maio um conjunto de propostas de alta qualidade. Será oportunidade para ouvir o trompete de Tomasz Stanko, o avant-garde dos AKA Moon, o clarinete de Don Byron, a guitarra de Marc Ducret, o jazz-funk de Roy Ayers e o electro-jazz de Marc Moulin. O jazz vai à Casa!



Quarta | 11 Maio 2005
Omar Sosa - 22:00 Sala 2

Quinta | 12 Maio 2005
Bojan Z | Dhafer Youssef - 22:00 Sala 2

Sexta | 13 Maio 2005
Orquestra Jazz Matosinhos | Guest - 19:00 Sala 2
Tomasz Stanko Quartet - 22:00 Sala 1

Sábado | 14 Maio 2005
Ictus Ensemble | Aka Moon - 18:00 Sala 2
Don Byron Sextet - 22:00 Sala 1
Roy Ayers | Funkateers - 23:59 Sala 2

Domingo | 15 Maio 2005
Aka Moon - 18:00 Sala 2
Marc Ducret Trio - 22:00 Sala 2

Sábado | 28 Maio 2005
Marc Moulin
2005/05/03

Super Heavy Funk


5ª Feira, dia 5 de Maio
Mr Lizard
ao vivo no Net Jazz Café (Chapitô), 23H00

Os Mr. Lizard, grupo de funk liderado por T-One, guitarrista que tem surgido em vários dos lançamentos da Loop:Recordings, incluindo o novíssimo álbum do projecto jazz Rocky Marsiano, leva os seus grooves até ao Net Jazz Café do Chapitô já esta 5ª feira. Enquanto o grupo prepara o seu registo de estreia, esta é mais uma oportunidade para assistir ao vivo à sua energética receita de SUPER HEAVY FUNK! A não perder!
[Loop]

E já que se fala de funk, aproveita-se a embalagem para lembrar uma repescagem que ultimamente tem rodado bastante por este estabelecimento: "Maggot Brain" dos Funkadelic. Um dos maiores clássicos do funk, obra do endiabrado George-free-your-mind-and-your-ass-will-follow-Clinton. "You and Your Folks, Me and My Folks". Ah, não se esqueçam, na próxima 5ª feira, todos ao Chapitô!



Funkadelic: "Maggot Brain"
[West Wind, 1971]

Steven Norman Lackritz




Steve Lacy
por Roswell Rudd

It was some time in 1956 playing with my college Dixieland band when our regular reed man could not make a gig. We were intrigued by what we heard about a rising new star on the New York jazz scene. Soprano saxophonist Steve Lacy was gaining a reputation for playing the old music in a more modern way. And that was exactly what I wanted to be doing, too. If you were to check me out a year later, you would have found me sleeping on the floor of a loft on East Bleecker Street shared by Steve and our mutual friend bassist Buell Neidlinger. In the evening they would go over to the old Five Spot to play with Cecil Taylor and Denis Charles. Sometime later, in 1960, I settled permanently in New York and Steve thought it would be a good idea to rehearse together. This was the beginning of a music partnership that would go on intensively in NYC for the next 3 years.

For me it was a chance to explore some great music, specifically that of Thelonious Monk. Steve was further down the road, having already released recordings of Monk's music. He even played in Monk's band. So the shared passion for this music became a special focus for us. There was not a week that went by that we didn't rehearse. Steve and I would play regardless of whether bass or drums would show up. This devotion, happening as it did in our early 20s, was to become a fulcrum into the future for us, a permanent musical, even emotional, bond.

The joy of the sound that we got stemming from Monk's high musical intelligence was enough for me. However Steve's vision included more; for him it was also about realizing the commercial potential of this sound. Thankfully there was an entrepreneurial side to him that would serve him abundantly in the years ahead - and many other performers, myself included, would also benefit from this. But here in NYC in the early '60s, that commercial breakthrough never quite happened. For instance, when Steve found a flea-ridden, dark basement beneath Harut's Restaurant in the West Village, I went home, got my hammer, nails and saw. We cleaned up the space and built a platform out of scrap lumber to play on. This was where we first played out in 1961. We passed the hat for six months before moving on to better venues. Finally it was our poet friend Paul Haines who recorded us on a borrowed tape machine in a coffee shop that was released on Emanem Records a few years later as School Days, with Henry Grimes (bass) and Denis Charles (drums). This went through several re-releases in different formats and it has become a favorite collector's item. When Steve pulled up stakes and went to Europe in 1963 he hit the ground running and eventually attracted American musicians residing in Europe as well as European musicians who were drawn into the Monk mystique and Steve's passion for the music. From this point on he would develop the shank of a career spanning the next 40 years. In fact, all and more of the opportunities denied to him in NYC in the early '60s, he would realize in Europe and other parts of the planet, including NYC and America. His musical spirit would produce many remarkable solo performances as well as unique ensembles including his wife, violinist/vocalist Irene Aebi. There is a formidable body of original music that came out of all this.

Thus during the years 1964-2004 I followed his career and although we were living and pursuing whatever we could on two different continents, there were occasional opportunities to touch base or do things together here or in Europe. Over there in 1965 he told me “I'm free now. I'm playing free,” and he was now writing and recording his own material for the first time. In 1976 a little known album called Blown Bone was recorded in NYC, featuring all my compositions. And Trickles (Soul Note) featured music by Steve with Beaver Harris (drums) and Kent Carter (bass). This was actually the first time I played Steve's music. It had a similar deliberate quality to it reminiscent of Monk.

In the summer of 1981 we recorded an album called Regeneration with one American, Kent Carter, and two Dutch musicians - Han Bennink (drums) and Misha Mengelberg (piano), on which we recorded the music of Monk and Herbie Nichols. Later on in 1981 we both participated in the concert Interpretations of Monk. In 1999 we recorded Monk's Dream (Universal-Verve) in Paris which had, in addition to Monk, material by Steve and Duke Ellington. Steve asked me to join his then trio with John Betsch (drums) and JJ Avenel (bass) to make it a quartet that we would co-lead.

So you can see, since we first started playing together, Monk's music was our continuum and in fact, the last music we performed together was intended to come full circle. Steve called it “Monksieland” - a Dixieland instrumentation and a free counterpoint approach to Monk's tunes. Our quartet now became a quintet, adding Dave Douglas on trumpet. As I begin to look back less than a week after Steve's passing, I see how extraordinarily lucky I was to meet Steve in our early 20's. We knew each other for the bulk of our lives and shared some deep musical moments together. It is much too soon to begin to take in the exact magnitude of this loss or the exact magnitude of the gift.

I will always love you Steve.


ROSWELL RUDD
2005/05/02

First Lady of Song




www.ellafitzgerald.com

2005/05/01

Um Toque de Jazz [Programação de Maio]


01.05.05 (e 05.05.05) – Novos discos portugueses (1) – Hoje: Wrong Way pelo Quarteto do guitarrista Bruno Santos, com Jorge Reis (saxofones), Nelson Cascais (contrabaixo), Bruno Pedroso (bateria) e o convidado especial João Moreira (trompete); e TerraNova, pelo trio do guitarrista Afonso Pais, com Carlos Barretto (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria).

08.05.05 (e 12.05.05) – Novos discos portugueses (2) – Hoje: Taksi pelo trio do trompetista Hugo Alves, com Zé Eduardo (contrabaixo) e Jorge Moniz (bateria); e The Sound of Places pelo quarteto do guitarrista Pedro Madaleno, com Wolfgang Fuhr (sax-tenor), Nelson Cascais (contrabaixo) e Dejan Terzic (bateria).

15.05.05 (e 19.05.05) – Novos discos portugueses (3) – Hoje: Joana Rios Sings Ella Fitzgerald pelo quarteto da cantora Joana Rios, com Bruno Santos (guitarra), Bernardo Moreira (contrabaixo), André Sousa Machado (bateria) e os convidados especiais Pedro Moreira (sax-tenor) e Claus Nymark (trombone).

22.05.05 (e 26.05.05) – Novos discos portugueses (4) – Hoje: quatro discos do flautista Carlos Bechegas em duo com o pianista Alexander Schlippenbach (Open Speech), com o contrabaixista Peter Kowald (Open View), com o flautista Michel Edelin (Open Frontiers) e em trio com o saxofonista André Goudbeek e o contrabaixista Peter Jacquemyn (Open Density).

29.05.05 (e 02.06.05) – Novos discos portugueses (5) – Hoje: Nine Stories pelo quinteto do contrabaixista Nelson Cascais, com Pedro Moreira (sax-tenor e soprano), André Fernandes (guitarras), Jesse Chandler (Piano, Órgão, Fender Rhodes) e Bruno Pedroso (bateria).

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