.
stereo (2K)
2005/03/30

Kansas City


Kansas City é a cidade de onde é originário um dos maiores vultos do jazz imortal: Charlie Parker. Mas a cidade não ficou na história do jazz apenas por ser o local de nascimento do pássaro genial. Count Basie, o vice-rei não proclamado da dinastia do swing, gravou em 1960 um disco com composições do importante saxofonista Benny Carter a que chamou "Kansas City Suite". Isto é ritmo perfeito, melodias doces que se apegam e escorregam para a dança, swing puro. Obrigado, Manel.



Count Basie & His Orchestra: "Kansas City Suite"
[Roulette, 1960]

Quinta dos Portugueses


Trem Azul Jazz Store, 19h30


Ernesto Rodrigues - violino, viola
Manuel Mota - guitarra
José Oliveira - bateria, percursão





Catacumbas Jazz Bar, 23h00

NOBODY'S BIZNESS

Nobody's Bizness
2005/03/29

3ª Festa do Jazz do São Luiz


Sábado e Domingo, 2 e 3 de Abril de 2005

A 3ª Festa do Jazz do Teatro Municipal São Luiz em Lisboa, pretende, à semelhança do que aconteceu nas edições anteriores, ser um evento que, ao longo de 2 dias e de aproximadamente 24 horas de espectáculos, vai animar 4 salas do referido Teatro, com Jazz feito no nosso país por Bandas que, em alguns dos casos, incluem convidados estrangeiros de reconhecido mérito.

Tal como as edições anteriores, a 3ª Festa do Jazz tem como objectivo principal dar a conhecer o trabalho desenvolvido por uma boa parte das Escolas de Música que de norte a sul do país se dedicam ao ensino desta expressão musical. Esta mostra será feita através da apresentação ao vivo de Combos de alunos, sugeridos pelas respectivas escolas.

Também nesta edição, um júri composto por 3 especialistas convidados, votará o melhor Combo e melhor Solista revelado através das diversas actuações. Os respectivos prémios, simbólicos, a ser patrocinados pela Festa do Jazz constarão de CDs de Jazz, para o melhor Solista e para a discoteca da Escola á qual pertença o Combo votado como o melhor.

Possibilitar-se-á também aos jovens estudantes enviados pelas escolas, o contacto com outros músicos não só no convívio que a Festa proporciona, mas também através de “masterclasses” de aproximadamente uma hora, dadas por alguns músicos conceituados.

Um dos concertos da Festa, a ter lugar na Sala Principal, pretende ter uma vertente única que consiste em encomendar obras a compositores portugueses que serão estreadas por um agrupamento formado especificamente para este concerto. Os restantes cinco grupos que actuarão nesta sala, reunirão um naipe de músicos do primeiro plano, nacional e internacional.

Um fim de noite festivo no Jardim de Inverno que inclui concerto e jam-session está também considerado, assim como a animação do Café dos Teatros em determinados períodos do dia.

Pretende-se também, disponibilizar aos visitantes a possibilidade de adquirir C.Ds de jazz onde músicos nacionais e estrangeiros estão representados, criando, durante o decorrer dos 2 dias do evento, uma Feira do Disco.
Este ano também haverá durante um dos dias da Festa uma banca/oficina onde um dos nossos mais reputados “luthiers” de instrumentos de sopro estará presente para uma mostra do seu oficio.

Tomando como base 4 espaços susceptíveis de ser utilizados no Teatro Municipal São Luiz, pretende-se que a Festa possa percorrer ao longo dos 2 dias estes locais, atribuindo a cada um deles, um papel diferente de acordo com a natureza do próprio espectáculo. Os 4 espaços considerados são a Sala Principal, Jardim de Inverno, Teatro Estúdio Mário Viegas e Café dos Teatros.


Sala Principal (entre as 19h e as 24h).
Sala destinada aos 6 grupos “principais” (uma Big Band + dois Grupos / dia).

Jardim de Inverno (entre as 14h e as 19h e as 24h e as 02h30).
Espaço onde decorrerão os concertos dos Combos representativos das diversas escolas.
Um concerto, da responsabilidade do Combo vencedor da edição anterior (Sexteto ESMAE), seguido de Jam Session, terá também lugar nesta sala no final de cada um dos dias da Festa.

Teatro Estúdio Mário Viegas (entre as 16h e as 19h).
Nesta sala decorrerão “masterclasses” de instrumento destinadas principalmente, mas não só, aos alunos das escolas participantes.

Café dos Teatros (entre as 14h e as 21h).
Para este espaço estão programadas actuações em horários considerados ideais, de formações mais pequenas (Duo e Trio).



Programa:

2 de Abril (Sábado)
14h00, 17h00 e 20h00 - Café dos Teatros:
Duo André Matos e Demian Cabaud
14h00 às 19h00 - Jardim de Inverno:
Encontro de Escolas de Música - com Escola JB Jazz de Lisboa, Escola de Jazz de Torres Vedras, Conservatório Escola das Artes do Funchal, Escola de Jazz Luís Villas-Boas (HCP) e Escola de Música da Câmara Municipal da Nazaré.
19h00 - Sala Principal:
Reunion Big Jazz Band
21h30 - Sala Principal:
Maria João e Mário Laginha
23h00 - Sala Principal:
Ensemble Festa do Jazz
24h00 - Jardim de Inverno:
Sexteto da ESMAE + Jam session

3 de Abril (Domingo)
14h00, 17h00 e 20h00 - Café dos Teatros:
Trio Vasco Agostinho, Hugo Antunes e Bruno Pedroso
14h00 às 19h00 - Jardim de Inverno:
Encontro de Escolas de Música - com ETIC (Lisboa), Escola de Jazz do Barreiro, Centro de Estudos e Tecnologias Musicais (Viseu), RIFF - Escola de Música de Aveiro e ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (Porto).
19h00 - Sala Principal:
Andreia Pinto Correia Jazz Orchestra
21h30 - Sala Principal:
Carlos Barretto “Lokomotiv”
23h00 - Sala Principal:
Quinteto de Pedro Moreira
24h00 - Jardim de Inverno:
Sexteto da ESMAE + Jam Session

Entrada livre entre as 14h00 e as 19h00. Livre Trânsito: 1 dia [15€] / 2 dias [20€].

Grande Jogo do Jazz: Jogo 29


Chegamos finalmente às meias-finais. De momento só restam quatro nomes e destes só umserá o vencedor final. Uma vez que a importância do jogo o justifica, cada uma das votações das semi-finais terá a duração de uma semana. Este será o primeiro: Bird vs Train. Vamos a votos.









Meias-Finais, Jogo 29
GRANDE JOGO DO JAZZ
CHARLIE PARKER
JOHN COLTRANE
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2005/03/27

It's About That Time




© 1985 Anton Corbijn
2005/03/26

Grande Jogo do Jazz: Sorteio das Meias-Finais


Resultado do jogo 28:
DIZZY GILLESPIE 34.48% (10)
CHET BAKER 65.52% (19)

Depois de conhecidos os resultados dos duelos dos quartos-de-final, o jogo aproxima-se vertiginosamente do fim. Neste momento há quatro nomes, mas no final... there can be only one! Estes serão os próximos embates:

CHARLIE PARKER vs JOHN COLTRANE
KEITH JARRETT vs CHET BAKER

Yo-Yo!


Embora só se realize em Novembro, já é conhecida a programação do festival Guimarães Jazz. Este festival, que cresce de ano para ano, afirma-se cada vez mais como o mais importante festival local. A confirmar-se, a lista de participantes deste ano é impressionante: Jason Moran, Dave Liebman, McCoy Tyner, Maria Schneider, Bob Brookmeyer c/ NewArt Orchestra e os míticos The Art Ensemble of Chicago. Esta edição promete ser histórica. O Art Ensemble já confirmou esta informação no site oficial e será certamente um momento fabuloso assistir ao concerto do trio sobrevivente de uma das mais importantes e revolucionárias formações da história do jazz. McCoy Tyner, o pianista do fantástico quarteto de John Coltrane, será outro momento muito aguardado. Novembro nunca mais chega?

Destaque Bombástico


A Bomba Inteligente teve a simpatia de colocar em destaque um link para este este blog. Estas coisas deixam-me sempre corado. Obrigado, Charlotte!
2005/03/24

Grande Jogo do Jazz: Jogo 28


Resultado do jogo 27:
SONNY ROLLINS 41.18% (7)
KEITH JARRETT 58.82% (10)








Quartos-de-Final, Jogo 28
GRANDE JOGO DO JAZZ
DIZZY GILLESPIE
CHET BAKER
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Peter Bastiaan @ Trem Azul


A loja Trem Azul albergou hoje um concerto do trio formado por Peter Bastiaan, Pedro Gonçalves e Ndu. Mas antes do concerto foi tempo de se fazer a apresentação à imprensa do festival IN JAZZ, o festival móvel que vai percorrer várias cidades a promover o jazz português (cujo programa já foi aqui anunciado). E depois da apresentação, onde estiveram presentes alguns dos melhores performers do jazz nacional, a que se seguiu um breve debate e um lanchinho (a melhor parte), foi altura de ouvir música. O saxofone de Bastiaan arrancou com força. Só a figura do músico já bastava para ganhar a simpatia – é impossível não pensarmos nele como um irmão perdido de Tom Waits. O seu som é bravo e extremamente branco. Mas as origens africanas são recuperadas, não directamente pelo som do saxofone, mas por elementos performativos de teor alucinado que dão outro sabor à actuação. Os acompanhantes Gonçalves (baixo eléctrico) e Ndu (bateria) limitaram-se a ficar no background e a fornecer apoio aos devaneios consentidos do sax alto. É bom que hajam fins de tarde assim que, como aquele copo de tinto alentejano Vinha D’Ervideira 2002, nos aqueçam para o resto da noite.

Sobre a Generosidade [2/3]




Paul Smoker / Bob Magnunson / Ken Filiano / Lou Grassi: "Large Music I"
[CIMP, 2000]

"Música erecta", chamou-lhe o Eduardo Chagas. Para lá da evidente força deste disco está uma elaborada articulação de ideias. Da permanente colaboração entre os quatro elementos do grupo, revela-se uma química profunda, revelada num jogo constante. Isto é força, orngânica e espaço. Música organizada, improvisada e bem orientada... música erecta, afinal.
2005/03/23

Grande Jogo do Jazz: Jogo 27


Resultados do jogo 26:
LOUIS ARMSTRONG 14.81% (4)
JOHN COLTRANE 85.19% (23)








Quartos-de-Final, Jogo 27
GRANDE JOGO DO JAZZ
SONNY ROLLINS
KEITH JARRETT
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The Train Is Coming




Concertos Trem Azul > 23 Março > 19H30

BASTIAAN & CO. / "Whole Music"

Peter Bastiaan - Saxofone alto, etc.
Pedro Gonçalves - Baixos
Ndu - Bateria



Trem Azul Jazz Store
Rua do Alecrim, 21 A
1200-014 Lisboa
2005/03/21

Sobre a Generosidade [1/3]


Um abraço ao Eduardo.



Jane Ira Bloom: "The Red Quartets"
[Arabesque, 1999]

Neste disco, que resulta do trabalho de um quarteto liderado pela saxofone soprano Jane Ira Bloom, são explorados treze temas numa abordagem bastante clássica mas extremamente recompensadora. A abertura é efectuada com um tema à lá John Coltrane da fase "My Favourite Things" no Village Vanguard (e só o arco do contrabaixo se afasta desta memória). O segundo tema, o clássico “Time After Time”, é de um lirismo supremo, remanescente dos anos dourados de Chet Baker. De resto, o disco segue com grande classe e o sax soprano aproveita para voar em grande altura. A pairar sobre o disco todo, a sombra do mestre maior do sax soprano, Steve Lacy. O acompanhamento é soberbo: Fred Hersch no piano, Mark Dresser no contrabaixo e Bobby Previte na bateria. Os músicos, todos de elevado gabarito, nesta gravação são propositadamente discretos e estendem a passadeira. Jane aproveita e o espaço é todo dela.

Grande Jogo do Jazz: Jogo 26


Depois de ultrapassado o problema com o sistema de votações, o jogo continua. Este é o segundo jogo dos quartos-de-final:








Quartos-de-Final, Jogo 26
GRANDE JOGO DO JAZZ
LOUIS ARMSTRONG
JOHN COLTRANE
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2005/03/18

As Regras da Arte de Bem Viver na Sociedade Moderna


Agora que o calor da primavera invade os dias, apetece redescobrir a cidade: descer a avenida da Liberdade e saborear a vida urbana, espreitar lojas e caminhar (que também faz bem). Há dois dias, fiz um pequeno desvio a este percurso para descobrir as novas instalações da loja Carbono. E a nova Carbono da Rua do Telhal (a seguir á Rua das Pretas) deu um salto qualitativo comparativamente com o espaço do Centro Comercial Portugália. O lugar é mais aberto e agradável. E encontram-se lá muitos e bons discos em segunda mão - algum jazz bom, incluído. Atenção especialmente para os discos de blues, quase todos disponíveis a 5 euros. Em esforçada época de contenção, eu fiquei-me apenas por um HatART: “Sweet Freedom – Now What?” pelo trio Joe McPhee, Lisle Ellis e Paul Plimley. Este disco é uma bela homenagem ao génio da bateria bop Max Roach. As viagens free são quase só sugeridas e nunca chegam a ser rugosas, é música sensual e insinuante. Um achado, por 5 euricos.


Joe McPhee, Lisle Ellis & Paul Plimley: “Sweet Freedom – Now What?”
[HatART, 1995]

(O título do post é roubado à peça que se encontra no Teatro Taborda até ao próximo domingo. Extremamente recomendável, diria eu. E a actriz Isabel Muñoz Cardoso é grandiosa.)
2005/03/17

Oye Como Viene




Chano Domínguez nasceu em Cádis, em 29 de Março de 1960, e o seu primeiro contacto com a música, pela mão de seu pai, foi o flamenco. Aos 8 anos ofereceu-lhe o seu primeiro instrumento, uma guitarra flamenca com a qual começou a tocar, de ouvido, as melodias que ouvia em casa. Com 18 anos forma o seu primeiro grupo, Cai, de rock andaluz, onde tocava teclados, gravando três discos para a editora CBS. Atraído pelo jazz, em 1981 integra, como teclista, a banda Hiscadix, uma formação mítica de jazz espanhol onde ganha uma sólida reputação como músico, vários prémios e presenças em Festivais. Gravou numerosos discos a solo, com grupos que lidera ou acompanhando cantores como Martirio, Ana Belén ou Marta Valdez, e desenvolveu uma carreira vertiginosa que o tem levado a muitos países e a prestigiados Festivais. É considerado um dos maiores expoentes do Jazz Flamenco. Este concerto é baseado no seu disco "Oye cómo viene", editado em 2000 (a que corresponde o DVD "Míra cómo viene"), nomeado para os Grammy na categoria de Jazz Latino e aclamado pela crítica.

Sexta feira dia 18, às 21h30 na Culturgest.
[Bilhetes a 5 euros para menores de 30.]

Space Is the Place




Space 2005.parte 1
festival de música experimental e improvisada

· Festival de MÚSICA onde se abordam os novos rumos da música contemporânea, possibilitados quer pela via da experimentação/improvisação quer pelas novas tecnologias digitais.

· Ao longo dos últimos anos têm surgido no panorama nacional diversos projectos que têm aproveitado da melhor forma estas novas possibilidades. Atendendo à sua importância e carácter inovador é nosso objectivo contribuir para a sua melhor divulgação.

· Pretendemos criar uma plataforma de ensaio de formas e formações musicais. Temos consciência das dificuldades encontrados pelos músicos portugueses para levar até ao palco as suas iniciativas mais originais. O Space é um espaço para eles.


Programa:

17 Março, 22h: quinta-feira, Rivoli Café-Concerto (entrada livre)

1. Cheese Cake Project: projecto de Jorge Queijo, no qual a percussão exerce um papel principal, a qual explora recorrendo a vários componentes electrónicos. Neste concerto vai apresentar-se em duo com Marco Figueiredo (piano)

2. Quad Quartet +: quarteto de saxofones criado recentemente em Aveiro, composto por João Figueiredo (sax soprano), Fernando Ramos (sax alto), Henrique Portovedo (sax tenor), Romeu Costa (sax barítono). Neste concerto vão apresentar-se com os convidados João Martins (sax alto) e Jorge Queijo (percussão)


18 Março, 22h: sexta-feira, Rivoli Café-Concerto (entrada livre)

1. Projecto Arzach: projecto liderado por Henrique Fernandes. Consiste na criação, em tempo real e ao vivo, duma banda sonora para projecções de BDs de culto: Flood, de Eric Drooker e Mondwasser, de Micha Hirst. Foi apresentado recentemente no Festival Internacional de BD da Amadora 2004, e nas XVI Xornadas de Banda Deseñada de Ourense. Os músicos participantes são: Henrique Fernandes (contrabaixo), Bitocas (chocalhos), Fred (Brasil)(bongos). A edição de imagem e animação são de Augusto Lado


19 Março, 22h: sábado, Rivoli Café-Concerto (entrada livre)

1. Lady Cleaners: duo de laptops de Lucho Henriquez (Equador) e Bjorn Erlach (Alemanha)

Lucho Enriquez (Ecuador 1978)
Guitar player, Composer and Sonologist. His musical background involves classic & contemporary music, electronic music, jazz and rock. He studied composition with Jose Angel Perez Puentes (Cuba, Ecuador in Conservatory “Gershwin”) and Klarence Barlow(Germany, Holland in Royal Conservatory). His music and He(as performer) has been performed around Ecuador, Cuba, The Netherlands, England and Portugal. Since 2001 he dessigns his own microtonal guitar models. In 2002 he published his book “The system of 18 sounds” which was published in Ecuador and Cuba. Since 2003 is programming and researching at the Sonology Institute in Den Haag. At the moment is developing his own virtual synth programming enviroment for guitar called “guitar collision” .

Björn Erlach (Germany)
Music & audio software developer, UNIX hacker and sonologist. Visited the School of Audio Engineering in Cologne from 1996-1997. Studied computer music with Clarence Barlow in Cologne 1998-2003. Since 2003 he is busy with the maintenance of the only Linux machine at the institute of sonology in Den Haag and explores improvised computer music with the Ladycleaners. He has programming experience with C/C++, lisp, scheme, tcl/tk and is a strong supporter of opensource software like Puredata, csound,common lisp music and Supercollider.

2. Artesão: quarteto de improvisação desenhado por José Miguel Pinto (guitarra) e Rodrigo Pinheiro (piano)


2 Abril, 23h30: quinta-feira, Passos Manuel (7,5 euros)

1. Spy Quintet: quinteto criado propositadamente para a edição de Space 2005 inspirado no album Spy Vs Spy (Elektra,1989) no qual John Zorn, Tim Berne, Mark Dresser, Michael Vatcher e Joey Baron interpretam temas de Ornette Coleman (que completou 75 anos a 9 de Março), seguindo algumas regras e estruturas musicais por este criadas e apresentadas em albuns como "Free Jazz (A Collective Improvisation) by Ornette Coleman Double Quartet".
O quinteto vai ser composto por Gustavo Costa (bateria), João Tiago (bateria), João Martins (sax), João Guimarães (sax), Henrique Fernandes (contra-baixo), e, neste concerto, vão contar também com a participação de José Miguel Pinto (guitarra) e Gil (voz).

2. Giga Tera Pia dj set: Colectivo de DJs que se dedica à animação de espaços recorrendo a diferentes formas de arte: música, vídeo, performance, pintura, etc.


Organização: Rock'N'Cave
2005/03/16

Out To Lunch


Hoje foi a última "sessão fonográfica" na Culturgest dedicada aos dois unsung heroes do jazz moderno. Obrigado, Culturgest. Obrigado, Manuel Jorge Veloso. Agora é tempo de ouvir a discografia do genial Eric Dolphy. A começar pelo maior disco de todos:


Eric Dolphy: "Out To Lunch"
(c/ Freddie Hubbard, Bobby Hutcherson, Richard Davis & Tony Williams)
[Blue Note, 1964]

The Worst Cover Art... Ever!




Peter Erskine: "Transition"
[Denon, 1987]

(Se a capa não fosse tão feia já o tinha comprado.)

Stevie


Music is a world within itself
With a language we all understand
With an equal opportunity
For all to sing, dance and clap their hands
But just because a record has a groove
Don't make it in the groove
But you can tell right away at letter A
When the people start to move

They can feel it all over
They can feel it all over people

Music knows it is and always will
Be one of the things that life just won't quit
But here are some of music's pioneers
That time will not allow us to forget
For there's Basie, Miller, Satchmo
And the king of all Sir Duke
And with a voice like Ella's ringing out
There's no way the band can lose


They can feel it all over
They can feel it all over people


“Sir Duke”, magnífica canção incluída na obra-prima “Songs In the Key of Life”.


Stevie Wonder: “Songs In the Key of Life”
[Motown, 1976]
2005/03/12

BragaJazz (2/2): Brussels Jazz Orchestra c/ Philip Catherine


A segunda parte do segundo dia do BragaJazz foi ocupada pela Brussels Jazz Orchestra. O grupo de dezasseis músicos belgas apresentou a sua música burguesa de grande qualidade técnica saída directamente da inspiração de Duke Ellington. Mas a presença do enorme guitarrista Philip Catherine exponenciou o valor do concerto. Todo o espectáculo foi um permanente diálogo entre a guitarra mágica de Catherine e o som luxuoso da big band. Os arranjos de Bert Joris favoreciam a comunicação e a música seguiu noite fora sempre fluída. O encore foi merecido.

BragaJazz (1/2): William Parker Violin Trio


Apresentou-se ontem em Braga o William Parker Violin Trio. O grupo, que publicou em 2003 o excelente disco “Scrapbook” pela editora Thirsty Ear, trouxe uma formação adulterada – para além do líder contrabaixista e do violino de Billy Bang, veio o mito do free jazz Sunny Murray (como bónus, em vez de Hamid Drake). Acompanhado por duas lendas, William Parker atacou o contrabaixo naquilo que foi uma actuação intensa. Murray afagou a bateria com a ternura que se reserva só para quem se conhece há muitos anos. Bang, o elemento que imprime mais originalidade ao grupo, foi notável. O violino esteve em bom nível, tanto ao elaborar melodias simples no pizzicato como (e especialmente) nas improvisações com o arco. Não se viram individualismos desnecessários, houve dinâmica de grupo, diálogos e conversação. Parker aproveitou a noite para homenagear heróis esquecidos da história da música: Ronnie Boykins e Clarence “C” Sharpe (em “Blues for Clarence”). Para além da celebração da criatividade de William Parker, ontem foi noite de homenagem a duas figuras históricas incontornáveis: Sunny Murray e Billy Bang. Braga agradeceu.
2005/03/10

Tears For Dolphy


Descobri há alguns dias, na banda sonora do magnífico “The Brown Bunny” de Vincent Gallo, uma música muito bonita: “Tears For Dolphy”. Ao mesmo tempo, descobri também o trompetista Ted Curson, que (como o Manuel Jorge Veloso anotou hoje na Culturgest) foi um aclamado sideman de Eric Dolphy - e daí a justificação para o título. Para além deste belíssimo tema, todo o disco é bastante recomendável, especialmente a música do Matisse/Accardo Quartet.



“The Brown Bunny Motion Picture Soundtrack”
(Jeff Alexander, Ted Curson, Jackson C. Frank, Gordon Lightfoot, Matisse/Accardo Quartet & John Frusciante)
[Tulip Records, 2004]
2005/03/08

AMP @ Trem Azul


Abdul Moimême, Manuel Mota e Pedro Gonçalves apresentaram hoje a sua música improvisada na Trem Azul jazz store. Entre as construções inteligentes de Abdul, a urgência maléfica da guitarra espásmica de Mota e a harmonia de Gonçalves, o trio conseguiu uma prestação arrojada de improvisação pura e dura, como sabe bem.

Problemas Técnicos


Devido a problemas técnicos com o sistema de votações, estas serão brevemente interrompidas. Espero uma rápida resolução deste problema, para que o nosso jogo seja retomado e para descobrir quem será eleito pelos leitores como o preferido de todos.
2005/03/06

AMP




Abdul Moimême, guitarra eléctrica / Manuel Mota, guitarra eléctrica / Pedro Gonçalves, contrabaixo.

Concerto ao vivo amanhã, dia 7 de Março às 19h30, na Trem Azul (Rua do Alecrim 21A, Lisboa).

Fim de Semana Buarquiano


Ontem foi dia de assistir à “Ópera do Malandro”. A encenação da obra de Chico Buarque de Holanda, apesar de algum distanciamento (natural) da obra gravada de 1979, é digna do génio do seu autor. As canções continuam soberbas (“Folhetim”, “Geni e o Zepelin”, “Homenagem ao Malandro”, etc) e as vozes são excelentes. Merece os aplausos todos.

E para culminar um fim de semana verdadeiramente buarquiano, recebi um excelente presente de Natal atrasado, o romance “Budapeste”, editado em 2003:

2005/03/03

News for TGB


TGB Ganham Prémio Carlos Paredes

O trio que editou pela Clean Feed o seu primeiro tabalho "Tuba Guitarra & Bateria" ganhou a 3 edição do Prémio Carlos Paredes. Promovido pela câmara Municipal de Vila Franca De Xira, este prémio é único no panorama musical português e este ano vai direito para os TGB pelo seu trabalho "Tuba Guitarra & Bateria" editado pela Clean Feed em Março de 2004.

Parabéns Delgado, Carolino & Frazão!

Um Toque de Jazz [Programação de Março]


06.03.04 (e 10.03.04) – Concertos Internacionais (1) – o Sexteto de Jazz da ESMAE (Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo, Porto), com Zé Pedro (sax-tenor), João Guimarães (sax-alto), Aurélien Lino (piano), Eurico Costa (guitarra), Rui Leite (contrabaixo) e João Cunha (bateria). 1ª. parte do concerto realizado em 11.12.04 no CCB.

13.03.04 (e 17.03.04) – Concertos Internacionais (2) – o duo Mulgrew Miller (piano)-Steve Nelson (vibrafone). 2ª. parte do concerto realizado em 11.12.04 no CCB.

20.03.04 (e 24.03.04) – Concertos Internacionais (3) – o Quarteto de Christine Jensen (sax-alto), com Geoff Keezer (piano), Fraser Hollins (contrabaixo) e Greg Ritchie (bateria) com a convidada especial Ingrid Jensen (trompete). Concerto realizado em 19.10.03 na Maison de la Culture de Frontenac, Montreal (Canadá) no quadro da emissão «Silence... on Jazz». Gravação cedida pela Eurorádio.

27.03.04 (e 31.03.04) – Concertos Internacionais (4) – Hoje: o duo Seamus Blake (sax-tenor)-Bryn Roberts (piano). Concerto realizado em 17.10.03 na Maison de la Culture de Frontenac, Montreal (Canadá) no quadro da emissão «Silence... on Jazz». Gravação cedida pela Eurorádio.

Antena 2
2005/03/02

Hugo Alves Taksi Trio


“Hugo Alves Taksi Trio” é o segundo trabalho discográfico de Hugo Alves, trompetista português na área do jazz, e é lançado em Março de 2005, depois do sucesso de “Estranha Natureza” editado em Outubro de 2003 aclamado pela crítica nacional e estrangeira, e considerado por www.jazzportugal.net como “Melhor CD de Jazz Português de 2003.” (José Duarte)

O novo CD é uma produção e edição de autor que conta com o Alto Patrocínio de Faro Capital Nacional da Cultura 2005 e com os apoios da Associação Músicas no Sul, Câmara Municipal de Lagos, Delegação Regional da Cultura do Algarve (MC), Governo Civil de Faro, Solidó Lda (Lagos) e Stevie Rays Blues Jazz Bar (Lagos). O CD conta ainda com a distribuição da Trem Azul.

O presente trabalho em trio apresenta os músicos: Hugo Alves (trompete e fliscorne), Jorge Moniz (bateria) e Zé Eduardo (contrabaixo). Move-se entre as correntes estilísticas hard-bop e contemporânea, e é um exemplo de um acontecimento entre três músicos que se deixam (des)envolver na música original de Hugo Alves. “Deixei e deixamos ficar tudo. Tudo ao natural como aconteceu”.

O Trio e o CD que agora se edita, serão apresentados oficialmente em concerto em Braga no dia 12 de Março de 2005, num concerto no âmbito do BRAGAJAZZ, pelas 18:30 no Auditório do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian daquela cidade.


Hugo Alves: “Hugo Alves Taksi Trio"
[2005]

(Atenção à presença do grande contrabaixista nacional Zé Eduardo!...)

Bragajazz 05


Já é conhecido o programa do festival de jazz de Braga deste ano. Infelizmente, e como muitas vezes acontece por aqui, o fim-de-semana do festival coincide com o concerto de Dave Douglas no CCB. O programa é bom, mas é uma pena ter de optar entre Dave Douglas ou William Parker (acompanhado por Sunny Murray e Billy Bang). Viva a fartura…


Programa

Quinta, 10 de Março

21.30
QUINTETO JACINTA
Jacinta, voz
Zé Pedro, saxofone
Rodrigo Monteiro, contrabaixo
Diogo Vida, piano
André Sousa Machado, bateria


Sexta, dia 11 de Março

21.30
WILLIAM PARKER VIOLIN TRIO
Billy Bang, violino
William Parker, contrabaixo
Sunny Murray, bateria

23.00
BRUSSELS JAZZ ORCHESTRA
Frank Vaganée, direcção
Philip Catherine, músico convidado


Sábado, dia 12 de Março

21.30
CONFERENCE CALL
Gebhard Ullmann, saxes
Michael J. Stevens, piano
George Schuller, bateria
Joe Fonda, contrabaixo

23.00
RAY BARRETTO SEXTET
Ray Barretto, congas
Myron Walden, saxofone
Joe Magnarelli, trompete
Vince Cherico, bateria
Boris Kozlov, contrabaixo
Robert Rodriguez, piano.

Tristano


Manuel Jorge Veloso completou hoje, em mais uma conferência na Culturgest, o tema Lennie Tristano. A reter, meia dúzia de questões essenciais: a metodologia única de Tristano, o conceito de "paráfrase" (a reinvenção de uma melodia a partir de um standard pré-existente), os seus alunos: Lee Konitz, Billy Bauer, Warne Marsh (essencialmente). Para a semana é a vez de focar a atenção em Eric Dolphy. Para já, ainda com a lição fresca, é tempo de fazer (com muito prazer) o TPC:


Lennie Tristano: “Supersonic (Portrait of a Genius)”
[Disconforme, 1999]
2005/03/01

I Guess I’ll Hang My Tears Out to Dry


Altamente desaconselhada a corações frágeis: a interpretação perfeita do tema do título deste post por Dexter Gordon, a balada mais-que-perfeita, incluída no álbum "Go!" (Blue Note, 1962).



Foto: Herman Leonard (Dexter Gordon, Royal Roost, NYC, 1948)

Grande Jogo do Jazz: Jogo 25







Free polls from Pollhost.com
Quartos de Final, Jogo 25:

WAYNE SHORTER
CHARLIE PARKER

  


Grande Jogo do Jazz: Sorteio dos Quartos de Final


O jogo torna-se cada vez mais difícil.... Próximos duelos:

WAYNE SHORTER vs CHARLIE PARKER
LOUIS ARMSTRONG vs JOHN COLTRANE
SONNY ROLLINS vs KEITH JARRETT
DIZZY GILLESPIE vs CHET BAKER

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